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Emerson Luis. Esporte: Terceiros

Emerson Luis. Esporte: Terceiros

08/11/2024 às 21h09 Atualizada em 09/11/2024 às 00h09
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Foto: Emerson Luis
Foto: Emerson Luis

Do fundamento ao acabamento, um empreendimento privado de 15 andares, por exemplo, demora em média, três anos para ser construído.

Se tudo colaborar.

Clima e mão de obra, principalmente.

Caso ocorra algum imprevisto (geralmente acontece), a incorporadora tem, amparada por lei, um prazo de 120 dias para entregar as chaves.

Para não sofrer algum tipo de processo e naturalmente perder a confiança do cliente e a credibilidade no mercado.

Cipriani Tower. Foto: Construtora Oma

Quem me passou as informações foi o Osni Cipriani, proprietário da Oma Construtora e Incorporadora, grande parceiro, que está comigo aqui no portal desde 2019.

Na entrega do último residencial, o 25º da história, o Cipriani Tower, o empresário ganhou alguns tufos de cabelos brancos, além de um grande prejuízo financeiro.

Tudo porque dependeu de terceiros para executar o projeto - sobretudo de fornecedores.

Agravado pela pandemia de Covid-19.

E cá entre nós, depender dos outros, em tudo, é uma bosta.

No fim, Osni, a família e seus colaboradores cumpriram o que estava acordado em contrato e inauguraram em outubro o imponente edifício de 25 andares, na Rua Marechal Deodoro, no bairro Velha. 

Com Osni Cipriani. Foto: Arquivo pessoal

Mexer com obra é sinônimo de dor de cabeça.

Imagina quando existe envolvimento de dinheiro público.

Entregar um projeto dentro do prazo estipulado é uma raridade.

Apesar da histórica desconfiança, não dá para colocar todo mundo no mesmo balaio.

Principalmente quando o serviço não saiu do papel.

Gramado do Estádio Alfredo João Krieck precisa ser trocado. Foto: Internet

Como é o caso de Rio do Sul.

Que desde que o Santa Catarina Clube garantiu o acesso, vem se mobilizando nos bastidores para disputar a Série A no Estádio Alfredo João Krieck.

Uma emenda parlamentar do presidente da Assembleia Legislativa Júlio Garcia (PSD), no valor de R$ 1 milhão, está garantida para fazer a troca do gramado.

O campo não vai precisar ser aumentado, já que possui as dimensões oficiais.

O entrave é a burocracia.

Antes de 28 de outubro, em virtude das eleições, não foi possível mexer nesse dinheiro.

Questão jurídica e administrativa.

Falta ainda a liberação.

Gramado do Alfredão precisa ser trocado. Foto: Internet

A luta é contra o tempo.

A empresa que vai colocar a grama já está contratada.

Existe todo um preparo antes da finalização.

Que demora de 40 a 60 dias.

De qualquer maneira, a prefeitura vai ceder o maquinário e a mão de obra.

Também deve injetar recursos, pois o reparo, só do gramado, vai passar de R$ 1 milhão.

Santa Catarina vai disputar a Série A de 2025. Foto: Internet

Tem ainda a iluminação que precisa ser substituída.

Lá se vão mais R$ 1,2 milhão (que alguém vai precisar pagar).

Soube que o Atlético de Ibirama recebeu uma sondagem.

Para, quem sabe, receber os jogos à noite.

Ou de dia também.

Afinal, se não for concluído dentro do prazo, o que é plenamente possível porque o campeonato começa na metade de janeiro, a Baixada pode ser a casa oficial do Santa.

Santa Catarina corre o risco de jogar em Ibirama. Foto: Santa Catarina Clube

Augusto Bauer.

Remodelação bem mais complexa do que a do Alfredão, é verdade.

O investimento vem sendo pago por duas empresas, que fizeram acordo de permuta com o Carlos Renaux.

O novo estádio custou R$ 5 milhões.

Só o gramado sintético (o mesmo fornecedor do Allianz Parque), R$ 3 milhões.

Estádio Augusto Bauer. Foto: Marco Búrigo/Rádio Cidade em Dia

O Brusque teve de gastar R$ 600 mil para construir a arquibancada metálica, além de reforçar a iluminação.

O time só estreou pela Série B dia 14 de outubro.

Na 31ª rodada.

358 dias depois.

A tal qualificação de terceiros e o humor do tempo.

Jogo de inauguração entre Brusque e Ituano. Foto: Reprodução/Twitter

Temos, de certa forma, fôlego para fazer o Sesi.

A segundona começa em maio.

Só que não vejo nenhuma movimentação.

Conversei com Carlos Crispim, diretor de Competições da Federação Catarinense de Futebol (ninguém até agora o procurou).

O campo vai precisar ser ampliado no comprimento e na largura.

Porém, não vai ser necessário trocar o gramado.

Uma boa maquiada resolve.

Por baixo, uns R$ 500 mil.

Medidas podem variar de 90 a 120 metros de comprimento e de 45 a 90 metros de largura. Foto: Emerson Luis

Tem ainda os consertos e as pinturas nos vestiários, banheiros, cabines de imprensa.

Sistemas elétrico e hidráulico que não são inspecionados desde 2019.

Mais R$ 500 mil, por baixo.

Ou seja, em tese, R$ 1 milhão.

O valor da emenda parlamentar de Rio do Sul, conseguida por um deputado que nasceu na capital catarinense (do mesmo partido do prefeito José Thomé).

Que ninguém que nos representa, até prove em contrário, se propôs a fazer.

Ou recebeu alguma solicitação.

Complexo Esportivo do Sesi. Foto: Fiesc

Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de repórter/setorista na Rádio Unisul - CBN. Atualmente é apresentador, repórter, produtor e editor de esportes do Balanço Geral da NDTV Blumenau. Na mesma emissora filiada à TV Record, ainda exerce a função de comentarista, no programa Clube da Bola, exibido todos os sábados, das 13h30 às 15h. Também é boleiro na Patota 5ª Tentativa.

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