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Emerson Luis. Esporte: Prodígio

Emerson Luis. Esporte: Prodígio

26/01/2024 às 20h49 Atualizada em 26/01/2024 às 23h49
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Blumenauense Cadu Lino tem despontado no cenário do tênis. Foto: Arquivo pessoal
Blumenauense Cadu Lino tem despontado no cenário do tênis. Foto: Arquivo pessoal

Vira e mexe alguém aparece nas redes sociais pedindo ajuda para participar de um determinado evento.

A "vakinha" online é uma das ferramentas mais utilizadas.

Por integrantes de várias modalidades.

Nunca, no entanto, imaginei, que algum praticante de tênis, ao menos aqui no estado, recorreria a esse expediente.

Como Carlos Eduardo Lino.

Que precisa fazer esse tipo de ação para seguir alimentando seu sonho.

Blumenauense de 14 anos tem tido grande ascensão na modalidade. Foto: Arquivo pessoal

Guardadas as suas devidas proporções, a trajetória do blumenauense tem aspectos que lembram Break Point.

Além de traços que remetem à King Richard, pai das irmãs Serena e Venus Williams.

Série e filme imperdíveis.

Sobretudo para quem é do ramo ou atua com jornalismo esportivo.

Isso acontece porque Cadu Lino não nasceu em berço de ouro.

É de família simples, honesta e batalhadora.

Que mora desde 1995 na Cohab, no bairro Fidélis.

Com os pais durante uma confraternização. Foto: Arquivo pessoal

O pai, Luís Eduardo Lino, sempre foi boleiro, rebatedor e auxiliar de treinador de tênis no Clube de Caça e Tiro Blumenauense.

O pai é o maior incentivador de Cadu Lino. Foto: Arquivo pessoal

Chegou a disputar torneios sociais.

Porém, sua prioridade sempre foi ser professor.

A dupla ativa no Guarani. Foto: Arquivo pessoal

Foi ele quem deu de presente para o filho a primeira raquete.

Quando o menino tinha apenas 2 anos de idade.

Com a primeira raquete dada pelo pai. Foto: Arquivo pessoal

Ensinou os macetes básicos.

Até que decidiu colocá-lo na escolinha do Guarani.

Com 5 anos, quando passou a ser treinado por João Paulo Imianoski.

A primeira medalha de Cadu. Foto: Arquivo pessoal

Com 9 anos, ganhou sua primeira medalha.

A primeira de muitas.

Com a mãe comemorando a primeira façanha. Foto: Arquivo pessoal

Cadu ficou no Guarani até abril de 2023.

Durante um torneio promovido pela Federação. Foto: Arquivo pessoal

Desde então, passou a trabalhar com o head coach (treinador principal) Paulo Passold.

Cadu passou a ser orientado por Paulo Passold. Foto: Reprodução/Internet

Na academia que fica no bairro Bela Vista, em Gaspar.

Que tem como meta aprimorar e preparar o atleta para grandes desafios.

Que vão ficando cada vez mais difíceis.

Treinando na quadra da academia, em Gaspar. Foto: Arquivo pessoal

Por conta dos resultados expressivos, Cadu Lino é, no momento, o tenista nº 1 da FCT (Federação Catarinense de Tênis) na categoria profissional.

O ranking é de janeiro.

Varia bastante.

Mesmo assim, é um feito, já que o menino tem apenas 14 anos - vai completar 15, em 25 de março.

Carlos Lino foi campeão da Juniors Cup em junho de 2023, em Barueri. Foto: Reprodução/Internet

No ranking da CBT (Confederação Brasileira de Tênis) é nº 79.

Ranking que é liderado pelo paranaense de Marechal Cândido Rondon, Thiago Wild, 24 anos - 77º melhor tenista do mundo.

Campeão da 4ª etapa do Brasileiro Interclubes, em Brasília, categoria 14 anos. Foto: Arquivo pessoal

No ranking da Cosat (Confederação Sul-Americana de Tênis), ocupa o 31º lugar na categoria 16 anos.

Campeão de duplas, categoria 16 anos, em São Paulo, no Sul-Americano. Foto: Arquivo pessoal

O adolescente foi vencendo torneios, de simples e de duplas, acumulando pontos, e chegou nesse patamar.

Vice em circuito da FCT no Bela Vista, vencido pelo blumenauense João Hinsching, 26 anos, nº 90. Foto: Arquivo pessoal

Ele já jogou quatro torneios profissionais (a partir dos 14 anos é permitido participar).

Foi semifinalista duas vezes.

Finalista em outro.

E campeão, ano passado, no Tabajara (onde foi convidado recentemente a treinar), na Copa Encerramento de Classes (que reúne todas as categorias).

Com os pais e a namorada comemorando o primeiro título na categoria profissional. Foto: Arquivo pessoal

Cadu tem tudo para seguir crescendo.

O problema é que precisa de dinheiro para encarar adversários cascudos.

Cadu coleciona vários troféus e medalhas. Foto: Arquivo pessoal

Ano passado, a família promoveu uma rifa (já tinha feito antes uma hamburgada).

Para a disputa de três torneios da Confederação Sul-Americana de Tênis, na categoria 16 anos.

Foi de 30 de setembro a 21 de outubro.

Em Buenos Aires (Argentina), Santiago (Chile) e Cochabamba (Bolívia).

A meta era arrecadar R$ 25 mil.

Conseguiu R$ 12 mil.

O restante foi bancado pelos patrocinadores e apoiadores.

Com a companhia e o incentivo da mãe, conseguiu avançar para as quartas de final de simples e de duplas.

Teve evolução técnica e subiu no ranking (era até então o nº 230 da Cosat).

Com a mãe em Buenos Aires. Foto: Arquivo pessoal

A luta agora é conseguir recursos em uma nova empreitada.

Por isso, a realização da Vakinha.

Viagens para Lima (Peru), Assunção (Paraguai), Caxias do Sul (RS) e São Paulo (SP).

O pai vai estar ao seu lado (e isso vai ajudar demais no seu desempenho)

De 3 de fevereiro a 10 de março.

Custo: R$ 35 mil.

Soma até o momento: R$ 7.134,00.

O link para ajudá-lo está aqui.

No primeiro torneio do ano, em Itajaí, Cadu Lino foi vice-campeão no Circuito Sul Brasileiro. Foto: Arquivo pessoal

As despesas reduziram um pouco (cerca de R$ 5 mil) porque dois países foram vetados.

Quito, pela organização, por causa da onda de violência de gangues criminosas que o Equador vem enfrentando (dessa forma, Lima vai sediar duas etapas).

E Cali, na Colômbia, por corte de gastos mesmo.

São partidas essenciais para a sua evolução.

Os mais importantes torneios juvenis da América Latina.

Pai e filho seguem treinando forte para os torneios. Foto: Arquivo pessoal

É por isso que o atleta da SME (Secretaria Municipal do Esporte), além de treinar pesado todos os dias, também vem trabalhando seu lado emocional.

Há dois anos tem tido consultas com uma psicóloga.

As interações no divã têm lhe ajudado a perder a timidez.

A suportar a pressão.

Cadu Lino durante treinamento com o pai. Foto: Arquivo pessoal

Que nos remete à Break Point.

Especialmente a segunda temporada (melhor do que a primeira).

Que destaca a parte mental.

O foco.

As distrações.

A facilidade que o atleta tem em se desligar, ser derrotado, por exemplo, em um jogo dado como fácil ou já sacramentado.

Australiano Nick Kyrgios em momento de fúria. Foto: Reprodução/Netflix

É uma tarefa delicada por todas as circunstâncias apresentadas, especialmente a extra quadra.

Uma barreira que só vai ser quebrada viajando, interagindo, jogando, errando, acertando, ganhando maturidade e confiança.

Começo dos torneios regionais, em Itajaí. Foto: Arquivo pessoal

Oxalá Cadu Lino consiga muito em breve se concentrar apenas em jogar tênis, estudar e namorar.

Com a namorada Nicole. Foto: Arquivo pessoal
Treino de Cadu com o pai (escondido na lona) durante a pandemia. Vídeo: Arquivo pessoal
Durante reportagem para a NDTV. Foto: Lucas Fernandes

Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009 no Ibes/Sociesc. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de setorista na Rádio Unisul - atual CBN. Atualmente é apresentador, repórter e produtor no quadro de esportes do Balanço Geral da NDTV Record TV Blumenau. Além de boleiro na Patota 5ª Tentativa. 

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