
O fenômeno El Niño deve seguir influenciando a região Sul do Brasil ao longo de todo o verão, é o que aponta o monitoramento da Secretaria de Proteção e Defesa Civil. Janeiro, fevereiro e março devem ter um período em que as chuvas vão ficar dentro ou até abaixo da média a depender da região do estado. Já as temperaturas devem ficar acima da média para todo o trimestre.
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O meteorologista-chefe da Secretaria, Felipe Theodorovitz, explica que a partir de março, abril começamos a entrar na estação do outono. É esperado que algumas frentes frias, algumas massas de ar frio comecem a ingressar e a influenciar o tempo no estado. ”A partir desse período já é normal que tenhamos uma diminuição das temperaturas com relação aos meses anteriores e partindo pro outono e pro inverno com as massas de ar ficando inclusive mais frequentes”, ressalta.
Ele explica que o El Niño e a La Niña são fenômenos de escala global que trazem algum tipo de impacto para todas as regiões do globo terrestre. Isso mexe com padrões de temperatura e de chuvas. O El Niño age tornando as águas do Oceano Pacífico Equatorial mais aquecidas e também altera o padrão de circulação dos ventos na atmosfera.
“Já na La Niña ocorre justamente o contrário: as águas do Oceano Pacífico Equatorial ficam mais resfriadas do que o normal e esse resfriamento também altera o padrão de circulação do dos ventos na atmosfera. E aqui em Santa Catarina, a tendência é que a gente tenha uma frequência menor das chuvas e também a intensidade desses volumes tendem a diminuir”, explica Theodorovitz.
Lembrando que isso não significa que as chuvas não ocorram, mas representa períodos mais prolongados de estiagem. Nos últimos anos foi justamente isso que aconteceu. Entre 2019 e o início de 2023 houve uma influência de uma La Niña que acabou favorecendo um período prolongado de estiagem, principalmente no grande Oeste Catarinense.
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