
O Setembro Amarelo é um mês dedicado às ações em prol da saúde mental. Pensando nisso, a Liga Interdisciplinar de Saúde Mental (LISMEN), juntamente com o Centro Acadêmico de Medicina de Blumenau (CAMBLU), Centro de Valorização da Vida (CVV), Rede Comuns e a Federação Internacional das Associações dos Estudantes de Medicina do Brasil (IFMSA) da FURB, vai fazer uma roda de conversa sobre prevenção ao suicídio.
O bate papo acontece no dia 18 setembro, às 19h30, no auditório do bloco J. O evento é aberto ao público e tem o custo de inscrição no valor de R$ 5. Para participar é só clicar aqui. Conforme explica Ricardo Júnior, estudante de medicina, "o objetivo é disseminar informações sobre a saúde mental e como apoiar uns aos outros".
Setembro Amarelo
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, o suicídio é a quarta causa de morte depois de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal entre os jovens brasileiros de 15 a 29 anos. Dados da OMS também apontam que o suicídio é considerado a segunda causa de mortes entre jovens no mundo, depois de acidentes de trânsito.
Os números da OMS dão conta de que, em todo o mundo, os casos de suicídio chegam a 800 mil - todos os anos morrem mais pessoas como resultado de suicídio do que de HIV, malária ou câncer de mama - ou ainda guerras e homicídios.
No Brasil, os registros se aproximam de 14 mil casos por ano, uma média de 38 suicídios por dia. A cada 100 mil homens brasileiros, 12,6% cometem suicídio; entre mulheres, a comparação aponta para 5,4% casos de suicídio a cada 100 mil mulheres brasileiras.
Alguns sinais de alerta
Segundo Rafael Bernardon Ribeiro, médico psiquiatra pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Doutor pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e atual Coordenador-geral de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do Ministério da Saúde, muitos casos de suicídios estão relacionados a alguma doença mental, como depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia. Mas além disso, o abuso de substâncias psicoativas, como o álcool, também pode estar associado como um fator de risco importante.
Em relação ao comportamento que serve de alerta, o médico destaca que as pessoas que cometem suicídio são mais regularmente solitárias. Então, quando se identifica um indivíduo que está em situação de desamparo, desesperança e com pensamentos negativos, por exemplo, vale ligar o alerta.
De acordo com a campanha proposta pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos para o Setembro Amarelo, alguns outros sinais complementam essa lista. São eles:
SHEIN oficializa produção de peças em Santa Catarina
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