
O Bluvolei confirmou nesta sexta-feira (7) sua participação na Superliga.
Enviou toda a documentação para a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).
Que agora vai mandar um boleto de R$ 20 mil (com vencimento dia 1º de agosto) para o clube blumenauense pagar a taxa de inscrição.

Agora vem a parte mais difícil.
Que começou desde a conquista do acesso, em março.
A busca por recursos para montar um time competitivo.
Para, no primeiro momento, se manter na elite.
Ficar entre os 10 primeiros colocados - os dois últimos são rebaixados.
Na última temporada caíram São Caetano e Brusque como aponta a classificação final.
O que vier depois desse primeiro objetivo é lucro.
Importante é o projeto ter sequência.

Evitar o que aconteceu com Brusque.
Cuja campanha serve como espelho.
O rival perdeu todos os 22 jogos que disputou na última temporada.
Só somou um ponto porque levou uma partida (justamente contra o São Caetano) para o tie-break (4 x 15).
O investimento para toda a competição foi de R$ 1 milhão.
A informação quem me trouxe foi o colega Rodrigo Santos, um cara sempre muito bem informado.
Embora outra fonte tenha me dito que o aporte foi maior.
O corte de dois patrocinadores no meio do caminho "quebrou as pernas" dos dirigentes.
O Abel Moda contratou três estrangeiras (uma canadense, uma colombiana e uma americana).
Cada transferência de uma gringa custa, em média, de R$ 10 a R$ 15 mil.

Logo, com esses valores, não há nenhuma possibilidade de bater de frente com as grandes potências.
Até porque, ao contrário do futebol, no vôlei não tem zebra.
A título de curiosidade, que chega a assustar, o campeão Praia Clube, de Uberlândia MG, que derrotou o Minas por 3 x 0 em jogo único, teve orçamento de R$ 15 milhões.

Brusque parece ter aprendido.
Tanto é que deu uma boa oxigenada em seu quadro.
Chegaram muitas meninas recém saídas do Sub-21.
Outras jogaram a Superliga B.
A ponta Letícia é a única que disputou a Série A, pelo São Caetano.
Mas só tem 20 anos.
O técnico Maurício Thomas continua.

O Campeonato Catarinense e os Jogos Abertos vão servir de referência.
O pensamento do Bluvolei é o mesmo.
Preparar também o renovado grupo para a Superliga usando como base o estadual e os JASC.
Tem sido uma luta contra o tempo.
Pois no próximo dia 15, o time já estreia contra Caçador, no Galegão.

Comissão técnica e diretoria entendem que o elenco vice-campeão da Superliga B provavelmente iria repetir a performance brusquense.
Por isso mesmo optou por renovar com apenas cinco atletas:
A primeira delas foi a experiente central Edna, 39 anos, esposa do técnico Rogério Portela.

Seguida da levantadora Letícia (25).
Da ponteira Júlia (24).
Da ponteira Ariadne (22).
E da central Victória (21).
A proposta, no primeiro momento, é contar com 15 a 16 jogadoras.
Os primeiros reforços vão ser apresentados na próxima semana.
Provavelmente em uma cerimônia na prefeitura (todos os clubes têm feito isso) que vai ser novamente um dos principais apoiadores, junto, naturalmente da Secretaria Municipal de Esporte (SME).

Rogério Portela tem sido peça fundamental nessa engenharia.
Por conta de sua vivência e influência no vôlei desde 1999 (UNEB, UPIS e Brasil Telecom, de Brasília; Brasil Telecom e Abel Moda, de Brusque; Rio do Sul; Itajaí e Brasília), vem fazendo vários contatos com atletas.
Em suma, está montando um time para não decepcionar.
Evidentemente que tudo passa pelo tamanho da verba.

Do outro lado também estão trabalhando muito nos bastidores, o vice-presidente Rui Dornelles e o responsável pelo Marketing Geremias Almeida Júnior.
A dupla visitou ou fez contato com quase 50 empresas.
Existem várias promessas de apoio.
Contudo, enquanto o contrato não for assinado, não dá para celebrar.
Tomara que as empresas se sensibilizem.
Pois o retorno com a exposição da marca na primeira divisão é muito grande.
Todo mundo ganha.

Sobre o montante não há nada oficial.
Sabe-se apenas que para cumprir a meta (permanecer) é necessário ter, ao menos, R$ 2 milhões na conta.
Que passa a ser dividida entre o início da Superliga em 29 de outubro e o término da 1ª fase em 31 de março - são 22 rodadas.
No fim, o planejamento acaba sendo de 10 meses.
Oxalá o nome de Blumenau possa ser ecoado com protagonismo.


Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009 no Ibes/Sociesc. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de setorista na Rádio Unisul - atual CBN. Atualmente é comentarista do Programa Alexandre José, na Rádio Clube FM 89.1, nas segundas, quartas e quintas-feiras, às 7h40. Também atua como apresentador, repórter e produtor no quadro de esportes do Balanço Geral da NDTV RecordTV Blumenau. Além de boleiro na Patota 5ª Tentativa.

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