
Em qual time você cravaria para subir?
Naquele que se apresentou no último dia 7?
Que já não tinha um tempo ideal.
E que ficou com a programação ainda mais prejudicada por causa das chuvas?

Em uma equipe que no dia 15 de abril iniciou o processo de avaliação de jogadores que pertencem a um clube que se tornou parceiro?
Na solução encontrada pela diretoria para não abandonar o campeonato?

Ou em um trabalho com planejamento, sem atropelo de etapas?
Com uma pré-temporada de um mês no interior de São Paulo?
E de mais 15 dias em seu território?

Você apostaria em alguém que pelo quinto ano seguido vai jogar a 70 km da própria cidade?
Que tenha condições de conseguir uma das duas vagas para a Série A de 2025?

Em outro representante?

Que depois de alugar uma estrutura por quatro anos, ao lado de casa, 20 km, fez sua preparação em um local a 120 km de distância, e vai jogar em uma cidade que está a 60 km daqui?

Ou em um projeto com identidade local?
Com uma torcida mobilizada?
Com um estádio (municipal) para chamar de seu?

Colocaria como favorito um elenco com 20 caras novas?

Além de 5 garotos promovidos do Sub 20?

Que mesmo na adversidade, ainda conseguiu fazer dois jogos-treino?
Contra o Sub 20 do NFC, em Indaial, com vitória por 4 x 1.

E diante do mistão do Paraná em Quatro Barras, na Grande Curitiba, na derrota por 4 x 1 - 2 x 1 no primeiro tempo antes das várias mexidas.

Assim como um adversário que também enfrentou o mal tempo e teve de fazer atividades improvisadas em campos sintéticos de soccer?

Que mesmo assim empatou em 2 x 2 com o mesmo Paraná B.
E venceu o Sub 20 do Fluminense por 4 x 1.

Sua preferência não seria por um concorrente que teve tempo de disputar cinco jogos-treino?
Com quatro vitórias (2 x 1 Ituano; 2 x 0 Flamengo de Guarulhos; 3 x 0 Corinthians Sub 18; 5 x 1 União Suzano Sub 20).
E um empate (1 x 1 São Bernardo B).

Botaria fé em um time no qual o treinador é rejeitado por boa parte da torcida?

No entanto, conhece como poucos a estrutura e as condições à sua disposição no dia a dia - afinal será o técnico pela terceira vez.

Na primeira delas ajudou a montar o grupo que levantou a taça da mesma Série B em 2018.

Além de ser o atual campeão da competição?

Também pode-se optar pela vivência de um técnico que há sete anos faz parte do mesmo clube.
Desde os tempos de jogador no futebol amador, passando pela coordenação da base até o comando adulto.

Temos um profissional que veio para o estado depois de vencer a Taça Rio com o Resende em 2022.
Que comandou o Nação Araquari na Série A deste ano.
Onde acabou demitido na 7ª rodada.
Depois de uma vitória e seis derrotas.

Que chega com moral após a continuidade da coparticipação, pelo segundo ano, com o União Suzano SP.

Que avalizou as 20 contratações.

Algumas conhecidas do torcedor.

E bancou os quatro remanescentes:
Felipe (goleiro).
Augustine Uche (zagueiro).
Gui Nascimento (lateral).
Brendon (volante).

Elenco que conta com o zagueiro Paulo Fales (24).

E os atacantes Renê Santos (27).

E Medina (31).

Três titulares do Nação.
Que trabalharam com Sargentim.
E com Rodrigo Cascca.

Que também trouxe quatro jogadores que estiveram ao seu lado no norte do estado.
Três zagueiros:
Roger Bernardo (38).

Fernando Carlos (31).

Zemarcio (23).

E o atacante Jhonathan Luza (24).

O rival é uma incógnita.
Só saberemos oficialmente após a confirmação dos nomes no BID.
A espinha dorsal é realmente do Fluminense.
A maioria dos 25 jogadores é jovem.

Como o atacante Luan May (20).
Que retorna após uma passagem pelo Velo Clube SP, onde jogou a Copa São Paulo.

Também trouxe de volta o lateral direito Gabriel Salles (24).
Campeão da Série C em 2021.

É evidente que tudo conspira à favor do Santa Catarina.

Em outra época, apostaria todas as minhas fichas na equipe de Rio do Sul.
Mesmo assim, acredito que uma das duas vagas tem tudo para ficar no Alto Vale.
O clube está muito organizado.

Contudo, o Metropolitano é a maior prova de que não se consegue subir com uma proposta unicamente técnica.
As empresas gestoras trouxeram jogadores rodados, medalhões habilidosos, com passagem por grandes clubes.
Muitos não compraram a ideia.
Não entenderam o espírito da segundona.
Que é o jogo de contato, de pegada.

Aquele Criciúma de 2022 não serve de parâmetro.
O Tigre está em outra prateleira.
O rebaixamento foi um desleixo.
Que nunca mais deve ocorrer.

Sofrer.
Brigar sempre.
Baixar o sarrafo se for preciso.
Senti essa atmosfera no treino que acompanhei durante a semana.

A preocupação passa a ser, nesse primeiro momento, a falta de compasso e sintonia (o mesmo vale para o Blumenau).
Por isso, a comissão técnica trabalhou muito a parte motivacional.
Sem campo, sem tempo, conversou bastante.

As metas da dupla são explícitas:
O Metrô quer passar de fase (os seis primeiros se classificam, sendo que os dois de melhor campanha vão direto para as semifinais e ficam aguardando os vencedores dos duelos entre 3º x 6º e 4º x 5º).
Lembrando que os quatro times de melhor campanha garantem vaga na Copa Santa Catarina de 2025.

O Blumenau espera se manter (os dois últimos colocados entre os 10 participantes caem para a Série C do ano que vem).

Não vai ser fácil.
Devemos ter uma Série B com requintes de tensão e desconfiança do torcedor.
Dos times e das estradas.

Ingressos:
Arquibancada velha (cimento) R$ 20.
Arquibancada nova (Cadeira) R$ 40.
Tem a meia-entrada nas duas opções.

A propósito, uma fonte me garantiu que a venda do Sesi está sacramentada.
O martelo só não foi batido, evidentemente, por causa das eleições.
Afinal, o complexo esportivo precisa que um pai (na hora certa deles) anuncie publicamente sua compra.

Vamos ver o que nos reserva o "clássico da vergonha" marcado para domingo (26), às 15h, na Baixada.

Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009 no Ibes/Sociesc. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de repórter/setorista na Rádio Unisul - atual CBN. Atualmente é apresentador, repórter, produtor e editor do quadro de esportes do Balanço Geral da NDTV Blumenau. Na mesma emissora filiada à TV Record, ainda exerce a função de comentarista, no programa Clube da Bola, exibido todos os sábados, ao vivo, das 13h30 às 15h. Também é boleiro na Patota 5ª Tentativa.



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