
A Escola de Educação Básica Pedro II vai completar 130 anos de história no mês de maio, mas é com o futuro que estão preocupados os alunos, pais, professores e funcionários da unidade. O prédio, localizado na Rua Nereu Ramos, no bairro Jardim Blumenau, foi construído na década de 70 e nunca passou por uma intervenção por completo. A estrutura apresenta falhas, que colocam em risco a segurança de quase 900 estudantes.
Basta um simples passeio pelas instalações para perceber os problemas. O mais grave, na visão do diretor Jadir Booz, seria a cobertura de concreto sobre as passarelas. “Dá pra ver que elas estão cedendo, estão inclinadas, cheias de mofo e rachaduras”, alertou Booz, que em agosto completará dez anos à frente da direção do Pedro II - considerada a segunda maior escola do Estado em meados de 80.
Também há irregularidades nos forros, que já caíram em grande quantidade pelos corredores, problemas elétricos nas tomadas dentro das salas de aula e infiltrações por toda a parte, incluindo na secretaria da escola. Um vídeo gravado por uma funcionária mostra uma goteira que sai da lâmpada da secretaria, em um dia de chuva, em Blumenau. Veja a imagem:
A Associação de Pais e Professores (APP) do Pedro II, junto com membros do Conselho Deliberativo Escolar, elaborou um documento, que foi entregue em mãos ao governador Carlos Moisés, no dia 13 de março, em visita oficial ao município. No documento, são solicitadas reformas imediatas no telhado, troca de forros, revisão da parte elétrica, pintura, construção de muros em torno do complexo esportivo, entre outras melhorias.





Gerência Regional de Educação
A autorização para a tão sonhada reforma da Escola de Educação Básica Pedro II passa, necessariamente, pela Gerência Regional de Educação (GRE), da Agência de Desenvolvimento Regional (ADR) de Blumenau, que em 2018 já havia realizado um levantamento prévio do que precisaria ser feito. O orçamento teria ficado em torno dos R$ 3 milhões na época das cotações.
Hoje, quem comanda a GRE é a ex-secretária municipal de Educação, Dinorah Krieger Gonçalves, que já deu encaminhamento aos pedidos, com a devida atenção que o assunto requer. “Eu estive no Pedro II na semana passada, acompanhada de um engenheiro, e nós constatamos que algumas questões são de urgência urgentíssima, sob o risco de desabamento no tocante à cobertura das passarelas”, afirmou a professora aposentada.
A gerente garantiu que, se preciso for, vai mandar demolir as coberturas que estão comprometidas. “O processo deve ser dividido em etapas. Primeiro o que é emergencial, depois vamos tratar do projeto de reforma do ginásio e do ginástico também. O Pedro II é prioridade, mas temos mais seis ou oito escolas assim, que demandam uma ação bem rápida”, acrescentou Dinorah.
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