
Por Luiz Guilherme Hostert Pereira
Lançado pela Netflix no início de novembro de 2021, “7 prisioneiros” é uma rara obra que reflete a realidade do Brasil sem romantizar a vida difícil dos protagonistas, nos fazendo questionar se é eticamente aceitável realizar ações imorais para salvar a si mesmo e seus entes queridos. E se a resposta for sim: até que ponto?
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Do diretor Fernando Meirelles, responsável pelo histórico “Cidade de Deus”, a produção “7 prisioneiros” já chamou atenção antes mesmo de seu lançamento devido ao seu elenco de peso, que conta com Rodrigo Santoro e Christian Malheiros, além da vitória de dois prêmios no festival de Veneza.
Na trama, o jovem Mateus (Malheiros) e um grupo de amigos do interior recebem uma oportunidade de emprego imperdível na cidade de São Paulo. Esperando melhorar suas condições de vida, os homens são empregados por Luca (Santoro) em um ferro-velho, esperando receber moradia comida e salário em troca.
Eles, porém, acabam se encontrando em condições de escravos. Assalariados, com péssimas condições de vida e sem opção de se demitir. Mateus então deve decidir entre o que é certo, e o que ele deve fazer para se salvar.
Um retrato realístico e assustador dentro da escravidão moderna no país, “7 prisioneiros” é um longa excelente, muito bem atuado, merecedor de sua aclamação e necessário de se ver ao menos uma vez.

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