
Dudu
Já fazia um tempo que queria conversar com Carlos Eduardo Bendini Giusti.
Que joga no exterior desde 2013.
Quando foi para o Austria Lustenau.
2007
Por coincidência, a cidade-sede do Torneio Centenário do FC Lustenau (onde o zagueiro tinha jogado anteriormente), vencido pelo Metropolitano.
Evento articulado por Sandro Glatz, empresário do atleta.
Agenda
Nesse período, Dudu deve ter vindo pelo menos uma vez por ano ao Brasil.
Para visitar os pais em Gaspar.
E passar as férias com a família em seu apartamento, em Itajaí.
Nossas agendas não batiam.
Agora, liberado pelo V. Varen Nagasaki, 15º colocado da J-League, para tratar de uma lesão no joelho, e com um pouco mais de tempo para dar atenção ao Tupi, consegui produzir a entrevista para a NDTV Record.
Paulinho
Quem fez a ponte para esse encontro foi Paulo Roberto Gonzaga.
Seu sócio em uma loja de moda infantil.
Que também jogou no Japão por quase 14 anos, agenciado, por coincidência, pelo mesma Kuniy & W.
A exceção aqui é que o volante, blumenauense da gema, deu os primeiros passos na escolinha da Artex com o professor Ademar Molon - e posteriormente no Metropolitano.
Já o gasparense, antes de vir para as Itoupavas, jogou dos 9 aos 15 anos no Tupi.
Rafael Schmitz
O tema também passa pelo Blumenau, afinal, temos, até prova em contrário, o último atleta revelado no Aderbal, que fez sucesso no exterior.
Antes de parar no Malutrom PR (J.Malucelli) e se transferir, em 2001, para o Lille, o defensor passou pela base do Tupi. .
Outra coincidência: o empresário que levou Rafael para a França é o mesmo de Paulinho e Dudu.
Jean Witte
O atual diretor de Futebol do Santa Catarina é outro que foi revelado no BEC.
Saiu em 1994 para jogar no Santos.
Estava emprestado ao Bahia quando o Peixe o negociou para (mais uma coincidência) o Tokyo.
As cifras nunca foram reveladas.
Sabe-se apenas que os paulistas devolveram aos baianos os R$ 150 mil pagos pelo empréstimo.
O zagueiro jogou no Japão, de 2002 a 2010.
Maurinho
A falta de coincidência nesses casos é que nunca houve um informe oficial sobre as quantias dos negócios.
Normalizou, banalizou.
A última (e talvez a única) explicação pública que foi dada por um clube foi em 2012 quando foi convocada uma entrevista coletiva para falar da saída do atacante para o Dínamo Minsk da Bielorússia.
Por 380 mil euros.
O problema é que o Metropolitano levou um balão dos gringos.
Só que acabou recuperando os direitos federativos do atacante.
Posteriormente, Maurinho foi vendido para o Criciúma por cerca de R$ 1 milhão.
Confidencial
No fim, a gente acaba encontrando os números (que nem sempre são precisos) na internet.
A ida em 2015 de Dudu Bendini para o Kashiwa Reysol rendeu 750 mil euros - sobrou para o Metropolitano 450 mil euros.
Os valores financeiros exatos da transferência de Paulinho para o Tochigi, em definitivo, em 2012, não foram divulgados publicamente pelos clubes envolvidos.
Mas de acordo com o site alemão Transfermarkt, o registro financeiro foi de 1 milhão de euros.
O montante da contratação de Rafael Schmitz nunca foi exposto pelas diretorias do Malutrom ou do Lille.
Se o Blumenau ganhou alguma coisa com as saídas de Jean e Rafael, ninguém jamais vai saber.
Ronaldo Alfredo
O meia-atacante itajaiense foi para o Bragantino no final da década de 80 - a tal promissória que nunca foi paga.
Que por muito tempo motivou discussões e dúvidas
O Red Bull assumiu todas as dívidas do clube paulista.
Por isso, em 2019, depositou em juízo, R$ 2,1 milhões.
Coube a Massa Falida do BEC fazer o acerto com os credores - especula-se que tem gente que ainda aguarda ou negocia o ressarcimento.
Tupi
O índio gasparense faz um trabalho de excelência na formação, enquanto as duas equipes daqui, nesse momento, estão limitadas a duas categorias.
O Metropolitano vem jogando a Copa SC Sub-18 (o Blumenau também).
O Metrô ainda tem o Sub-15.
Por meio do Instituto Metropolitano, os times representam o município nos Joguinhos e Jogos Abertos.
O BEC defendeu Indaial - normal porque até um tempo atrás, tinha seu núcleo por lá.
Posteriormente chegou a fazer parceria com o NFC.
Agora, finalmente, caminha com as próprias pernas - manda seus jogos na Amaba.
Blumenau
E os resultados já estão aparecendo.
Ano passado, o atacante Juliano foi promovido ao elenco profissional - levou um azar tremendo ao lesionar o joelho.
E recentemente quem estreou, contra o Barra, no segundo tempo, foi o meio-campista Vinicius.
Destaque ainda para o zagueiro Cauê, que vem sendo relacionado com frequência.
Metropolitano
São seis atletas do Sub-18 que treinam com o grupo principal.
Os goleiros Arthur e Rech, o zagueiro Daniel, o volante Paulo, o meia Gabriel e o atacante Nathan.
Contudo, ainda não tiveram oportunidade nos jogos oficiais.
Dependendo da costura que foi feita, a LA, naturalmente, tem interesse em colocar esses meninos na vitrine.
Porém, em busca de vaga em uma competição nacional, vai priorizar seus ativos.
Projeto
Em suma, falta em Blumenau um trabalho de formação como o do Tupi.
Que tem cerca de 200 alunos, dos 6 aos 18 anos.
Que participam de diversos amistosos.
Que jogam vários torneios.
Que recebe olheiros de clubes grandes - recentemente estiveram em Gaspar observadores do Atlético MG e do Athletico PR.
Dois meninos, inclusive, foram fazer testes por uma semana na Cidade do Galo.
E outros cinco vão passar por avaliações no CT do Caju.
Retorno
Esse é o pensamento de Dudu Bendini e Alexandre Alemão (outro que começou no Tupi e despontou no Metropolitano), do Rayo Vallecano.
A dupla firmou parceria com o Tupi para estruturar a escolinha e oferecer a esses meninos, a oportunidade que o clube lhes deu.
E naturalmente colocá-los no radar .
Uma maneira, lógico, de também ganhar dinheiro e levantar recursos para o Tupi.
Mesmo não tendo o Certificado de Clube Formador - no estado, só Avaí, Barra, Chapecoense, Criciúma, Figueirense, Guarani e Nação possuem o CCF.
Mas sobretudo mostrar gratidão.
Realidade
Temos várias escolinhas de futebol na região.
Com profissionais (principalmente ex-jogadores) capacitados.
Que criam expectativas enormes (por vezes exageradas) nos pais.
Referência
Por outro lado se alguém pensa em algo mais profissional, acaba optando pelo Clube Atlético Tupi.
Mesmo os dois clubes tendo à frente dos projetos uma SAF e uma empresa especializada em gerenciar a carreira de jogadores e treinadores.
Com pratas da casa.
Sem base dificilmente alguém sobrevive.

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