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Moraes e Dino: a toga virou palanque

Tudo à luz do dia, no maior circo, com requintes de descaramento.

15/07/2026 às 13h42
Por: Redação
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O Supremo Tribunal Federal começa a colocar as manguinhas de fora — não o tribunal como um todo, mas dois ministros em particular: Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Sem ignorar que o decano Gilmar Mendes continua atuando nos bastidores e nos veículos de comunicação com declarações que objetivam, indiscutivelmente, interferir no processo eleitoral. Mas fiquemos com Moraes e Dino, que é onde o espetáculo está mais escancarado.

Flávio Dino, governador e senador pelo Maranhão, filiado ao Partido Comunista Brasileiro, depois ministro da Justiça de Lula da Silva, que o mandou para o STF, parece que não recebeu o recado de que mudou de função. Continua atuando como se no governo estivesse. Agora tomando decisões que alcançam o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, questionando a destinação de emendas parlamentares por quem não é deputado, e mirando parlamentares variados — todos de oposição, todos sem exceção, com a clara intenção de retirar do Congresso o controle das emendas e devolver esses recursos ao governo que ele representa. Que continua representando. Tudo à luz do dia, no maior circo, com requintes de descaramento.

Moraes sem autoridade moral

Alexandre de Moraes decidiu monocraticamente que Flávio Bolsonaro, primogênito de Jair, não poderá mais visitá-lo nos próximos 90 dias, até o final da campanha. Além de filho, Flávio atua como advogado do pai. A decisão está sendo considerada por juristas renomados como ilegal, inconstitucional e amoral.

Quem é Moraes para decidir isso?

Cidadão que até hoje não explicou os 120 milhões que Vorcaro repassaria ao escritório de sua mulher em troca de proteção. Tráfico de influência flagrante, vergonhoso. Nenhuma explicação dada. E continua no Supremo, dando sentenças. Ah, mas não recebeu todos os 120 milhões, recebeu apenas 80 milhões. Uma bagatela, naturalmente.

Dois pesos, duas medidas

Quando Lula da Silva estava preso, dava entrevistas a veículos de comunicação, fazia declarações em favor de Fernando Haddad, que em 2018 disputou a presidência representando o PT, pintava e bordava, recebia todo mundo. Para Jair Bolsonaro não pode. Isso porque, no último encontro com o pai, o filho candidato saiu com uma carta manuscrita de apoio. E aí? Qual é o problema?

A carta que assustou o imperador

Bolsonaro não pode se manifestar nas redes sociais. Mas Lula podia, condenado por nove magistrados em três instâncias diferentes por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Jair Bolsonaro foi condenado sem motivação real numa turma do STF pilotada pelo tendencioso Alexandre de Moraes. E está tudo certo, tudo na mais absoluta normalidade. Ninguém diz nada.

Até os aliados questionam

Flávio Bolsonaro fez uma live e leu a carta do pai. Ministros do próprio grupo de Moraes questionaram, em off, se não bastaria uma entrevista coletiva com a carta, e depois os aliados divulgarem nas redes. Daí poderia. Isso veio de dentro, não da oposição ao imperador do Supremo. Do próprio grupo. Está tudo pela hora da morte.

Perseguição explícita

Não adianta. Tudo isso só vai caracterizar, cada vez mais nítido, aos olhos da opinião pública e do eleitorado brasileiro, a perseguição sistemática à família Bolsonaro, ao pai e ao filho. O mesmo Alexandre de Moraes que, como presidente do TSE, conduziu as eleições de forma parcial e caprichosa em favor de Lula da Silva, o mesmo Lula que o próprio Supremo tirou da prisão para colocar na presidência da República.

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Prisco Paraíso
Sobre o blog/coluna
Com mais de quatro décadas de experiência no jornalismo político, Prisco já passou pelos principais veículos de comunicação de Santa Catarina. Atuou como repórter, colunista e comentarista em rádio, TV e jornais. Hoje, assina sua coluna também no AJ Notícias com análises precisas e bastidores da política catarinense.
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