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Desassoreamento, barragens e monitoramento: as estratégias da Defesa Civil do Governo de SC contra os impactos do El Niño

Estruturas de contenção e sistemas de monitoramento são fundamentais para proteger cidades dos os impactos das chuvas provocadas pelo fenômeno.

31/05/2026 às 14h52 Atualizada em 31/05/2026 às 14h53
Por: Redação
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Foto: Divulgação
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A rotina de prevenção e mitigação de desastres da Defesa Civil do Governo de Santa Catarina engloba uma série de obras estruturais e estratégias operacionais que funcionam continuamente para proteger a população. Diante de cenários climáticos complexos, o foco do Estado se divide em compreender os fenômenos atmosféricos, preparar os leitos dos rios e operar estruturas estratégicas de engenharia hídrica.

Um dos pilares para o planejamento dessas ações é o entendimento do fenômeno El Niño. Caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, ele funciona como uma gigantesca fonte de calor que altera a circulação do ar e a umidade na atmosfera. No Sul do Brasil, e especialmente em Santa Catarina, o reflexo direto desse fenômeno é o aumento expressivo e frequente do volume de chuvas, elevando as chances de alagamentos e enchentes.

Para diminuir os impactos dessas cheias intensificadas pelo clima, a Defesa Civil e o Governo do Estado atuam na execução de obras de desassoreamento. Com o passar do tempo, sedimentos como barro, areia, pedras e galhos acumulam-se naturalmente no fundo dos rios, diminuindo drasticamente a capacidade de armazenamento de água e facilitando transbordamentos.

Atualmente, mais de 50 municípios catarinenses passam por intervenções de desassoreamento. O processo remove mecanicamente o excesso desses materiais, devolvendo espaço e profundidade para o curso d’água seguir com o caminho natural. Como a rede hídrica do estado é interligada, uma única obra estratégica em um rio principal é capaz de reduzir o risco de inundação em várias cidades vizinhas.

Além da limpeza dos rios, o controle do fluxo da água é realizado de forma cirúrgica por meio das barragens. Em períodos de fortes tempestades, a água das cabeceiras desce em alta velocidade e volume em direção às áreas urbanas. O papel da barragem é funcionar de maneira semelhante a um reservatório com vazão controlada: ela retém temporariamente uma parcela significativa da cheia e libera a água de forma gradual.

Quanto maior o controle sobre o fluxo e o volume que passa pelas comportas, menores são os impactos sofridos pelas cidades localizadas abaixo das estruturas. Por essa razão, Santa Catarina tem investido na modernização das barragens e na ampliação dos sistemas de monitoramento hidrometeorológico.

Esse conjunto de ações integradas reafirma que a verdadeira prevenção não acontece apenas durante o período chuvoso; ela começa muito antes, combinando engenharia, tecnologia e gestão de riscos para salvaguardar a vida dos catarinenses.

Acompanhe os vídeos da série de reportagens:

Vídeo 1

Vídeo 2

Vídeo 3

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