
O acidente que matou a motociclista Elaynne Bonfim Santos, de 34 anos, na madrugada do último domingo (26), no bairro Itoupava Norte, em Blumenau, trouxe à tona o medo constante de quem vive na região. Moradores afirmam que o tráfego de veículos na contramão e o excesso de velocidade na rua 25 de Julho são problemas rotineiros.
"Moramos há cinco anos e meio aqui e toda semana, pelo menos uma vez, vemos alguém entrando na contramão", disse Gisele, moradora de um prédio em frente ao local do acidente.
Segundo ela, os moradores já antecipavam que a falta de fiscalização terminaria em morte. "Sempre comentamos que enquanto uma tragédia não acontecesse, nada seria feito".
A batida ocorreu por volta das 4h10. Imagens de câmeras de monitoramento obtidas pela reportagem mostram o momento em que a motocicleta, conduzida por Elaynne, entra na contramão da via, que possui sentido único. Logo em seguida, ocorre a batida de frente com um carro que seguia no sentido correto.
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Com o impacto, a condutora e a passageira da moto, uma jovem de 25 anos, foram arremessadas. Elaynne entrou em parada cardiorrespiratória e, apesar das manobras de reanimação feitas pelos Bombeiros e pelo SAMU, morreu no local. A carona foi levada ao Hospital Santa Isabel com ferimentos.
Além das conversões proibidas, a velocidade dos veículos preocupa a vizinhança. Condutores costumam acelerar para acessar a rua São Ludgero ou seguir em direção à região da Rivage.
"A via é muito rápida e precisamos de uma lombada ou um redutor de velocidade", apela a moradora.
A motorista do carro envolvido no acidente, uma mulher de 29 anos, não sofreu ferimentos e permaneceu no local. No entanto, ao realizar o teste do bafômetro, o aparelho marcou 0,30 mg de álcool por litro de ar expelido. O índice configura infração de trânsito, embora tenha ficado ligeiramente abaixo do limite de 0,34 mg/l que caracteriza crime de embriaguez ao volante.
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