
Um dos médicos envolvidos no atendimento à gestante Maria Luiza Bogo Lopes, de 18 anos, que morreu, após buscar atendimento, foi afastado preventivamente pelo Hospital Beatriz Ramos, em Indaial, no Vale do Itajaí. A informação foi divulgada através de uma nota oficial da própria instituição, publicada na manhã desta quinta-feira (16).
Segundo o hospital, a medida tem caráter cautelar e foi adotada diante da gravidade do caso, sem antecipação de responsabilidade. A unidade também informou que o caso segue em apuração interna, paralelamente à investigação conduzida pela Polícia Civil.
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O hospital informou que solicitou, no dia 7 de abril, o prontuário médico do atendimento realizado no Hospital Santo Antônio, em Blumenau, onde a paciente morreu. Segundo a unidade de Indaial, o documento é considerado essencial para a conclusão da análise técnica, mas ainda não havia sido disponibilizado até o momento da nota.
Já o Hospital Santo Antônio informou, em nota oficial, que o prontuário médico “foi devidamente disponibilizado aos órgãos competentes, conforme previsto na legislação vigente”. A unidade também ressaltou que o documento é sigiloso, “protegido por normas legais e éticas”, e que o acesso é restrito ao paciente, familiares legalmente autorizados ou mediante requisição formal de autoridade competente.
O caso também foi encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC), responsável pela apuração técnico-profissional.
Maria Luiza Bogo Lopes, que estava no sétimo mês de gestação, morreu poucas horas após dar à luz. A bebê nasceu sem batimentos cardíacos, após uma cesariana de emergência realizada no Hospital Santo Antônio, em Blumenau.
Antes disso, a jovem havia procurado atendimento por quatro vezes no Hospital Beatriz Ramos, em Indaial. Segundo a Polícia Civil, há indícios de falhas no atendimento prestado.
A gestante apresentava quadro de diabetes gestacional e, nos dias anteriores à internação, estava com sintomas como dores no corpo, febre, manchas na pele e alterações nas plaquetas.
O caso segue sob investigação pelas autoridades competentes.
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