
O segundo semestre de 2026 deve ser marcado por aumento no volume de chuva e mudanças no padrão de temperatura em Santa Catarina, com a atuação do fenômeno El Niño.
A previsão foi apresentada durante o 240º Fórum Climático Catarinense, que na última sexta-feira (27), reuniu meteorologistas de diferentes instituições do estado. No evento, estiveram presentes representantes da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de SC, da Epagri/Ciram e do AlertaBlu, além de profissionais e pesquisadores de instituições de ensino, como o IFSC e a UFSC.
Segundo os especialistas, a tendência é de maior frequência e intensidade de chuvas no Sul do Brasil, cenário que pode aumentar o risco de alagamentos, enxurradas e cheias, especialmente durante a primavera.
Apesar disso, até o início do segundo semestre, o tempo deve permanecer mais seco. Para os meses de abril e maio, a previsão indica chuva entre normal e abaixo da média, mantendo a atenção em áreas com escassez hídrica. A partir de junho, com a intensificação do El Niño, os volumes de chuva tendem a aumentar.
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Em relação às temperaturas, a expectativa dos meteorologistas é de queda gradual ao longo dos próximos meses, principalmente nas mínimas. Ainda assim, os valores devem permanecer acima da média para o período. Episódios de frio mais intenso podem ocorrer a partir da segunda quinzena de maio, porém de forma menos prolongada.
Durante o inverno e, principalmente, na primavera, o padrão típico do El Niño deve favorecer dias mais quentes e o aumento na ocorrência de tempestades, algumas com forte intensidade, acompanhadas de chuva excessiva, rajadas de vento e granizo.
No estado, o período mais crítico costuma ser registrado entre setembro e novembro, quando há maior risco de ocorrências associadas à chuva volumosa, como enxurradas, elevação dos níveis dos rios e inundações.
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, na região próxima à linha do Equador. Esse aquecimento interfere na circulação de ventos e na distribuição de calor e umidade, provocando alterações no clima em diferentes regiões do planeta.
O fenômeno oposto é chamado de La Niña, que ocorre quando há resfriamento dessas águas e também influencia os padrões de chuva e temperatura, mas com efeitos diferentes.
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