
Moradores de Brusque, no Vale do Itajaí, estão enfrentando filas em postos de combustíveis nesta quarta-feira (18), em meio a rumores de uma possível greve de caminhoneiros. Consumidores relatam correria para abastecer, enquanto alguns estabelecimentos já registram falta de pelo menos um tipo de combustível.
A movimentação ocorre diante do avanço das discussões sobre uma paralisação nacional da categoria, impulsionada principalmente pela alta no preço do diesel. Lideranças do setor afirmam que a mobilização já foi deliberada em assembleias e pode se concretizar no curto prazo, com adesão tanto de motoristas autônomos quanto de profissionais vinculados a transportadoras.
De acordo com representantes da categoria, a greve pode ocorrer entre esta quarta-feira (18) e quinta-feira (19).
Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis apontam que o litro do diesel chegou a R$ 6,80 nos postos brasileiros, encerrando a última semana em alta.
Na tentativa de coibir abusos, o Procon de Brusque participou, na manhã desta quarta-feira, da Operação AEQUUS, coordenada pelo Procon de Santa Catarina. Ao todo, quatro postos da cidade foram fiscalizados: Azambuja, Santa Terezinha, Havan e Bissoni.
A diretora do Procon municipal, Raquel Schöning, explicou que a ação integra uma mobilização estadual voltada a cidades com mais de 150 mil habitantes. O objetivo é verificar se os preços praticados estão de acordo com as normas vigentes e identificar possíveis irregularidades.
Durante a operação, foram solicitadas notas fiscais recentes de aquisição de combustíveis para análise da composição dos preços e das margens de lucro. Segundo informações preliminares, alguns postos já apresentaram aumento de cerca de 10%.
A avaliação técnica sobre eventual abusividade será conduzida pelo Procon estadual. Após o envio da documentação, o órgão municipal também poderá realizar cálculos para verificar a variação dos preços.
O aumento recente no preço do diesel fez a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizar os valores mínimos que devem ser pagos pelo transporte rodoviário de cargas. A mudança foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União.
A decisão ocorre porque a lei brasileira obriga esse tipo de reajuste sempre que o combustível sobe ou cai mais de 5%. Esse limite foi ultrapassado nas últimas semanas.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o diesel S10 passou a custar, em média, R$ 6,89 por litro. Antes, o valor considerado era de R$ 6,08. Na prática, isso representa uma alta de mais de 13%, o que acionou automaticamente a revisão da tabela.
Com a atualização, os preços mínimos do frete tiveram aumentos diferentes, dependendo do tipo de transporte. Em cargas comuns, o reajuste ficou em torno de 5%. Já para operações com veículos de maior desempenho, a alta chegou a cerca de 7%.
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Essa tabela funciona como uma "proteção para os caminhoneiros", garantindo um valor mínimo a ser pago por quilômetro rodado. O cálculo leva em conta fatores como distância da viagem, tipo de carga e quantidade de eixos do caminhão.
A legislação também determina que essa revisão aconteça regularmente, a cada seis meses, mesmo que não haja grandes variações no preço do combustível.
Os novos valores já estão disponíveis para consulta pública, e a ANTT também mantém uma calculadora online para ajudar transportadores e empresas a estimar o custo do frete de forma simples.
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