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Vídeo: “Recebemos denúncias de rachadinha na Câmara Municipal”, diz delegado após operação em Blumenau

Operação foi deflagrada na manhã desta terça-feira (3) pela Polícia Civil.

03/02/2026 às 17h58 Atualizada em 03/02/2026 às 18h37
Por: Redação
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Foto: Divulgação/PCSC
Foto: Divulgação/PCSC

A investigação que resultou na Operação Happy Nation, deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) na manhã desta terça-feira (3), é um desdobramento de apurações iniciadas em 2024 a partir de denúncias que apontam a prática de rachadinha, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de capitais envolvendo um vereador de Blumenau, além de servidores da Câmara Municipal e da Prefeitura.

Segundo o delegado André Marafigo, as apurações começaram após denunúncias.

"Essa investigação teve início com a denúncia que nós recebemos de colaboradores que buscaram o Departamento de Investigações Criminais de Blumenau para informar sobre a possível ocorrência de delitos como a prática de rachadinha na Câmara Municipal de Vereadores", afirmou.

Ainda, de acordo com o delegado, os relatos apontam que servidores comissionados indicados por vereador, embora lotados na Prefeitura de Blumenau, teriam sido obrigados a repassar parte de seus salários. A apuração também envolve a suspeita de pagamento de vantagens indevidas para a viabilização de contratos públicos.

Operação e mandados

Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, a Polícia Civil representou ao Judiciário pela expedição de mandados de busca e apreensão, que resultaram na deflagração da operação.

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Ao todo, mais de 30 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços localizados em Blumenau, Videira, Balneário Camboriú e Itapema. Entre os locais alvos da operação está a Câmara Municipal de Vereadores de Blumenau.

Questionado sobre a atuação em dois gabinetes parlamentares, Marafigo esclareceu que apenas um vereador é investigado diretamente.

"Apenas um dos vereadores é investigado, apesar de terem sido cumpridos mandados em dois gabinetes. No outro caso, uma pessoa ligada a um segundo vereador está sendo investigada também, por isso foi cumprido o mandado naquele gabinete", afirmou.

Apreensões e prisões em flagrante

Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais, que agora serão submetidos à análise técnica.

"Conseguimos apreender vasto material probatório. Apreendemos também eletrônicos, os quais vão passar por extração junto à Polícia Científica, para a posterior análise dos policiais civis", disse o delegado.

Três pessoas foram presas em flagrante. Uma delas foi detida por posse de munições de uso permitido. Outros dois investigados foram presos em flagrante por lavagem de capitais, após a localização de grandes quantias de dinheiro mantidas em suas casas.

Segundo o delegado, foram apreendidos R$ 60 mil em espécie, além de dólares.

"Foram R$ 30 mil na casa de um dos indivíduos e, na outra, R$ 30 mil também, acondicionados de forma semelhante, além de R$ 3 mil e poucos dólares. Em uma das residências, os valores estavam no escritório. Na outra, estavam escondidos na lavação, bem escondidos, em uma lata embaixo de uma pequena lavação", acrescentou.

Justificativas e próximos passos

Os investigados alegaram que os valores teriam origem em prestação de serviços, versão que será analisada no decorrer do inquérito. Marafigo reforçou que a investigação segue e que a operação representa apenas mais uma etapa do trabalho policial.

"A investigação não para por aí. Nós agora deflagramos a operação policial, realizamos as buscas, mas depois das buscas tem todo o trabalho de análise de todo o material que foi colhido. Isso ainda vai longe", destacou.

O delegado também esclareceu que não houve pedido de prisão preventiva.

"Eu não pedi a prisão de ninguém. Eles foram presos em flagrante. Nós não cumprimos mandados de prisão hoje".

Vereador investigado

O vereador investigado é Almir Vieira (PP). Por ser militar aposentado, ele ficou sob responsabilidade do Exército Brasileiro e permanece em liberdade.

Em nota, o parlamentar informou que está à disposição das autoridades e que confia no trabalho da Justiça.

"Na manhã de hoje (03/02) foi cumprido um mandado de busca e apreensão no gabinete do vereador Almir Vieira, por determinação da Justiça.

O vereador informa que está à disposição das autoridades e confia plenamente no trabalho da Justiça, certo de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos no momento oportuno.

Assim que houver acesso a mais informações oficiais sobre o ocorrido, estas serão divulgadas com total transparência.

Reitera, por fim, seu compromisso com a legalidade, a ética e o respeito às instituições".

Veja a entrevista com o delegado:

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