
A Rodoviária Prefeito Hercílio Deeke, em Blumenau, completou um ano sob concessão à iniciativa privada. Desde janeiro 2025, o terminal é administrado pela empresa Sinart, por meio de um contrato de concessão com prazo de 35 anos. Nesse período, segundo a Prefeitura de Blumenau, as principais mudanças foram operacionais, enquanto a reforma estrutural ainda aguarda o início das obras.
O secretário municipal de Trânsito e Transportes, Fábio Campos, explicou que o primeiro ano foi marcado pela fase de organização e adequações iniciais do terminal.
"No dia 20 de janeiro fechamos um ano de concessão. É um contrato de 35 anos, e nesse período inicial tivemos melhorias imediatas, mas ainda não a grande obra que a população espera".
De acordo com o secretário, entre as melhorias já executadas estão a troca da iluminação do terminal, reforço na segurança com monitoramento 24 horas, controle do estacionamento, organização dos fluxos de embarque e desembarque e melhorias na limpeza do espaço.
O secretário explicou que a prefeitura passou a atuar como fiscal do contrato e acompanha de perto a execução dos investimentos previstos.
"Hoje a nossa função é fiscalizar. Temos uma equipe técnica, inclusive com economista, que analisa os projetos e acompanha se aquilo que está no contrato está sendo cumprido", disse.
Segundo Campos, os projetos da reforma da rodoviária foram apresentados pela concessionária em outubro do ano passado, mas precisaram passar por ajustes.
"Apontamos algumas correções no projeto. Não digo erros, mas adequações necessárias. Agora aguardamos a emissão da licença para que a empresa possa iniciar a grande obra", explicou.
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A expectativa, conforme o secretário, é de que a licença seja liberada até março. "Saindo a licença, não há mais impedimento para o início da revitalização da estrutura da rodoviária", afirmou.
O projeto prevê mudanças significativas no espaço físico, incluindo a transferência da bilhetagem para o piso superior, melhorias na acessibilidade, pintura, reorganização do estacionamento e criação de áreas mais confortáveis para os usuários.
"Tudo que hoje está embaixo vai para o segundo piso, com acessibilidade, pintura e um espaço mais confortável. Isso é o que a população mais cobra".
Entre as reclamações mais frequentes dos usuários, o secretário citou a falta de climatização.
"Uma reclamação muito comum é o calor. Hoje não há uma área climatizada, e isso está previsto no projeto. A ideia é impactar diretamente quem usa o terminal".
Sobre a cobrança pelo uso dos banheiros, atualmente no valor médio de R$ 2, Fábio Campos explicou que a medida está prevista em contrato. "É uma discussão que tivemos com a empresa, mas entendemos que está no contrato e que a concessionária tem autonomia para essa gestão", disse. Já o estacionamento, segundo ele, ainda não está sendo cobrado. "Existe a possibilidade de cobrança, mas, por enquanto, está apenas sendo organizado".
O contrato de concessão prevê cerca de R$ 12 milhões em investimentos nos dois primeiros anos.
"Estamos acompanhando as medições dos investimentos para garantir que tudo esteja de acordo com o que foi firmado".
Para a prefeitura, a expectativa é que, com o início das obras, a rodoviária passe por uma transformação significativa.
"A concessão foi feita para melhorar a estrutura, e é isso que a gente espera entregar para a população: mais conforto, segurança e qualidade no atendimento".
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