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Pesquisa aponta que novo larvicida reduz em quase 90% a população de maruins em Luiz Alves; entenda

Larvicida e a estrutura de produção estão em fase de registro junto à Anvisa.

30/01/2026 às 14h15 Atualizada em 31/01/2026 às 11h18
Por: Franciele Back
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Foto: Arquivo/AJ Notícias
Foto: Arquivo/AJ Notícias

Um problema que há anos tirava a tranquilidade dos moradores de Luiz Alves começa, enfim, a ter uma solução. Um estudo realizado no município mostrou que o uso de um larvicida conseguiu reduzir em até 86% a população do mosquito maruim, inseto conhecido pelas picadas doloridas, coceira intensa e pelo prejuízo à qualidade de vida da população.

O inseto (Culicoides spp.), também associado à transmissão da Febre Oropouche, levou o município a decretar situação de emergência e calamidade pública em 2024. Atividades simples, como ficar ao ar livre, aproveitar o lazer ou receber turistas, tornaram-se difíceis. Além do incômodo, o inseto também está ligado à transmissão da Febre Oropouche, o que levou a Prefeitura a decretar situação de emergência e calamidade pública em 2024.

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A alternativa encontrada veio por meio da ciência. Com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), pesquisadores passaram a testar um larvicida desenvolvido com substâncias naturais e tecnologia que faz o produto agir por mais tempo. Os testes foram feitos em áreas do município e em outras regiões do Vale do Itajaí.

Na prática, o produto atua ainda na fase inicial do mosquito, antes que ele se torne adulto, ajudando a quebrar o ciclo de reprodução. Além disso, o projeto implantou uma armadilha inédita, que usa inteligência artificial para capturar e monitorar a presença do maruim, permitindo acompanhar de perto os resultados.

Os números confirmaram o que os moradores já estavam percebendo no dia a dia: nas áreas onde o larvicida foi aplicado, a quantidade de mosquitos diminuiu de forma significativa. Relatos da comunidade apontam menos picadas, menos incômodo e uma melhora clara na rotina das famílias.

Outro ponto importante é a segurança ambiental. Durante o estudo, não foram identificados danos a outros insetos, como abelhas e espécies nativas, nem prejuízos ao solo ou à agricultura. Isso indica que a solução pode ser usada de forma contínua, sem riscos ao meio ambiente.

Os resultados da pesquisa foram apresentados nesta quinta-feira (29), em um evento realizado em Luiz Alves, que reuniu autoridades, pesquisadores, produtores rurais e moradores da região, todos diretamente afetados pelo problema ao longo dos anos.

Atualmente, o larvicida e a estrutura de produção estão em fase de registro junto à Anvisa. A expectativa é que ainda neste semestre de 2026 o produto esteja oficialmente liberado, permitindo que a solução seja usada também em outros municípios que enfrentam o mesmo problema.

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