
A Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC) cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra dois adolescentes investigados pelo crime de maus-tratos ao cão Orelha. Os jovens estavam fora do país, mas a antecipação de seu voo foi monitorada em tempo real, permitindo que os mandados fossem cumpridos. Ambos foram intimados a prestar depoimento.
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Os celulares apreendidos serão analisados pela Polícia Científica, assim como outros equipamentos recolhidos anteriormente, e também foi solicitado laudo de corpo de delito do animal.
Os delegados Renan Balbino (DEACLE) e Mardjoli Valcareggi (DPA) coordenam a investigação, que será encaminhada ao Ministério Público e ao Poder Judiciário após a conclusão das diligências.
"Seguimos com o trabalho de investigação das nossas delegacias especializadas, em conjunto com a Polícia Federal no aeroporto, garantindo a segurança de todos e a responsabilização de quem comete crimes contra animais", afirmou o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel.
A operação envolveu a Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE), a Delegacia de Proteção Animal (DPA) e contou com apoio da Polícia Federal, da Delegacia de Proteção ao Turista/Aeroporto (DPTUR) e da Polícia Militar (PMSC).
Orelha era um cão comunitário de dez anos conhecido e cuidado por moradores da Praia Brava, de Florianópolis, considerado um dos mascotes da região. Ele foi atacado por quatro adolescentes e ficou muito ferido. O animal foi levado para uma clínica veterinária, que o submeteu à eutanásia.
Após a morte do cachorro por crime de maus-tratos, houve mobilização de moradores, protetores independentes e organizações ligadas à causa animal, com protestos pedindo justiça e responsabilização dos envolvidos.
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