
Um esquema de falsificação de documentos públicos usados para credenciamento de motoristas de aplicativo em Navegantes está sendo investigado pela Polícia Civil (PCSC), após denúncias identificarem irregularidades em certidões apresentadas por condutores. Pelo menos oito motoristas já foram apontados como usuários de documentos adulterados, mas a quantidade de envolvidos pode ser maior.
Segundo a Navetran, os problemas foram detectados no fim de dezembro de 2025, quando técnicos perceberam inconsistências em Certidões Negativas de Débito (CNDs) enviadas por motoristas interessados em atuar em plataformas de transporte por aplicativo. A análise revelou que os documentos haviam sido falsificados digitalmente e enviados por uma mulher que atuava como despachante informal.
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Na manhã desta terça-feira (27), a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão em Camboriú, onde funcionaria o núcleo responsável pela produção das certidões adulteradas. Foram apreendidos celulares e dispositivos eletrônicos, que passarão por perícia. A investigação segue em andamento, e denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181.
Cerca de 50 motoristas que recorreram ao despachante estão com a documentação irregular e estão sendo contatados individualmente pela Navetran durante o mês de janeiro para regularização. O atraso no cronograma de credenciamento, segundo a Navetran, se deu para preservar a investigação sem prejudicar os condutores regulares.
Para garantir que ninguém seja prejudicado, a Navetran publicou o Decreto nº 24/2026, prorrogando o prazo para credenciamento até 28 de fevereiro. Durante esse período, não haverá aplicação de multas e todos os motoristas podem regularizar sua documentação por meio dos canais oficiais, evitando intermediários.
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