
Crise
Se 2025 terminou com dificuldades para a maioria das modalidades coletivas e individuais, ficou ainda pior após a desistência do time de basquete feminino da Liga Nacional.
Nota oficial
"O Basquete Feminino de Blumenau vem enfrentando dificuldades financeiras nos últimos dois anos por conta de falta de patrocinadores para viabilizar a manutenção das despesas de suas atividades em todas as categorias. Ao longo de 2025, muito trabalho foi realizado para melhorarmos nossa arrecadação, com avanços importantes na estruturação documental seja para patrocínios diretos, projetos de Lei Federal e Estadual de Incentivo ao Esporte e Comitê Brasileiro de Clubes. Atualmente, contamos com diversos projetos de captação, via ICMS e Imposto de Renda, aprovados e liberados para captação. No entanto, especificamente em relação ao IR, temos encontrado grande dificuldade em viabilizar parcerias com empresas para aportarem em nosso projeto. Sem segurança financeira necessária para a continuidade das atividades em alto nível competitivo, em reunião extraordinária realizada no dia 19/12, foi decidido que, após nove anos de participação consecutiva na Liga Nacional de Basquete Feminino, o BFB não participará da competição em 2026, em razão da falta de segurança financeira para sustentar o projeto. Foi uma decisão difícil, mas necessária para a continuidade do projeto, sempre respeitando seus princípios estatutários e éticos."
Inevitável
Era só uma questão de tempo.
Além de todo esse contexto financeiro colocado na nota redigida pelo assessor voluntário de Imprensa, Luciano Carlos (pai de atleta), não dá para abrir o Galegão e jogar, em média, para 100, 150 torcedores.
O máximo de público que o basquete feminino colocou em um jogo da Liga Nacional (elite) foi em 2018, na semifinal contra Campinas SP, quando 850 expectadores estiveram no Sebastiao Cruz.
O BFB também levou azar em 2021 quando foi vice-campeão brasileiro - acabou superado pelo Ituano SP.
Na pandemia, de portões fechados, com o medo e a paranoia ocupando nossas mentes, o máximo que a organização permitia era a liberação de 10 ingressos (5 para cada equipe).
Fosse em uma situação normal, talvez tivessemos o Galegão cheio - talvez.
Foco
De qualquer forma, a conta nunca fechou.
E a turma cansou.
Racional e acertadamente, priorizou a base.
Reconstrução
Nos resta, por ora, torcer para o vôlei masculino.
Que vem disputando a Superliga B.
Na última quinta-feira (8), pela 5ª rodada, a Apan venceu o América de Natal RN, por 3 x 0, e subiu do 9º para o 5º lugar, com 8 pontos - o time ainda tem um confronto atrasado por fazer contra a Elase, dia 1º de fevereiro, em Florianópolis.
Destaque para os 1.100 torcedores que estiveram no Galegão.
A próxima partida é dia 13, em Mogi das Cruzes SP.
Em casa, é contra o Araucária PR, dia 18.
Regulamento
São 14 equipes na disputa.
As duas primeiras colocadas sobem para a elite.
Só que esse não é o objetivo do clube.
A meta é se manter na competição nacional.
Pés no chão
Como o orçamento é baixo e a estrutura é enxuta, não há nenhuma condição de se aventurar.
De que adianta voltar para a Série A e no mesmo ano, descer?
Prometer e não cumprir.
Ser punido, excluído, intimado na justiça.
Já vimos esse filme.
Base
Hoje a prioridade é a formação.
Cerca de 900 crianças de 11 escolas municipais, fazem parte do projeto Apan Voleibol para a Vida, apoiado pelas empresas, por meio da Lei do Incentivo ao Esporte.
Outras modalidades fazem o mesmo trabalho.
Porém, ninguém ainda alcançou a adesão de praticantes do vôlei masculino.
Regra
Diante dessa realidade parcimoniosa, tá todo mundo seguindo essa tendência.
Times jovens, baratos, com atletas da região, com gente daqui, que saiu e voltou, com um ou outro jogador rodado.
Para não perder a essência competitiva.
E em alguns casos, manter o favoritismo estadual (cada vez mais difícil de sustentar).
O protagonismo nacional, pelo menos o coletivo, vai ter de esperar.

Mín. 21° Máx. 37°