
Santa Catarina começou a sentir nesta quinta-feira (11) os efeitos do afastamento do ciclone que se formou entre o estado e o Rio Grande do Sul no início da semana. Depois de provocar chuvas intensas e rajadas de vento entre terça (9) e quarta-feira (10), o sistema seguiu para alto mar, permitindo o retorno do tempo firme e ensolarado em praticamente todas as regiões catarinenses.
O fenômeno havia provocado grande instabilidade especialmente nas áreas próximas ao litoral. Na terça-feira, municípios da Grande Florianópolis registraram volumes de chuva que, em algumas localidades, superaram a média histórica de todo o mês de dezembro em poucas horas. Palhoça e Santo Amaro da Imperatriz foram os mais atingidos, com enxurradas que alagaram ruas, invadiram residências e causaram diversos prejuízos.
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Na quarta-feira, mesmo com a diminuição da chuva, o ciclone ainda influenciou o tempo. Os ventos ganharam força à medida que o sistema se afastava, e rajadas superiores a 100 km/h foram registradas no Planalto Sul, causando queda de árvores, danos na rede elétrica e destelhamentos em diferentes municípios. Em pontos do Litoral Sul e da Grande Florianópolis, ainda houve ocorrências de alagamentos devido à umidade remanescente.
Com o avanço do ciclone para o oceano, a quinta-feira marcou a virada no tempo. O sol voltou a aparecer, as temperaturas ultrapassaram os 30°C e a sensação foi de forte calor, principalmente no litoral e no Vale do Itajaí. No entanto, o mar permaneceu agitado, com elevação das marés e registros de alagamentos costeiros, como ocorreu na região do Rio Tavares, em Florianópolis, um efeito residual do sistema que, apesar de incomum para a época, não provocou danos mais severos por conta da fase da lua, que evitou marés extremas.
De acordo com a Defesa Civil, a expectativa é de que o tempo siga estável nos próximos dias, sem influência direta do ciclone, que já se distancia cada vez mais da costa catarinense.
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