
A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina se reuniu, nesta terça-feira (2), com representantes das comunidades indígenas de José Boiteux, no Alto Vale, para acompanhar o andamento das obras previstas para a região da Barragem Norte. O encontro, que contou com a presença do cacique Setembrino, demais lideranças indígenas e dos prefeitos Geovani Lunelli, de José Boiteux e Marcelo Darolt, de Vitor Meireles, marca mais um passo nas ações voltadas às populações historicamente afetadas pela barragem.
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Das 46 moradias planejadas, seis casas em José Boiteux já estão adiantadas, com telhados instalados. Também seguem em andamento as obras das igrejas e casas pastorais no município e em Vitor Meireles. A previsão é de que, nas próximas semanas, tenham início as demais unidades habitacionais.
Em Vitor Meireles, o processo já saiu do papel: o município autorizou o início das obras e a empresa responsável começou a mobilização dos materiais para erguer as 10 casas previstas. Em Itaiópolis, também já está definida a empresa que ficará responsável pela construção de três moradias para famílias da região.
Outro ponto discutido na reunião foi o projeto da nova escola indígena, uma reivindicação antiga e prevista em decisão judicial de 2003. A proposta foi aprovada pelas lideranças e seguirá um modelo definido pelos próprios indígenas. A escola deve ser construída junto a um ginásio comunitário que servirá tanto para estudantes quanto para toda a aldeia.
O local inicialmente destinado a um campo de futebol será remanejado para ampliação do espaço escolar. Além das moradias em execução, foram anunciadas mais 20 casas para famílias atingidas pela enchente provocada pela barragem, 10 moradias para a etnia Guarani e outras 10 para realocação de moradores que vivem nas áreas próximas ao reservatório.
As novas licitações serão conduzidas pelos municípios parceiros: José Boiteux, Itaiópolis e Vitor Meireles.
As ações representam a retomada efetiva de um processo que se arrastava há mais de 20 anos. Desde 2023, o projeto tem avançado com planejamento e execução após anos de paralisação.
A construção das moradias, a definição da escola, o ginásio comunitário e o início das licitações simbolizam mais do que obras: marcam a mudança de uma realidade que, por décadas, deixou comunidades indígenas esperando soluções.
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