
Santa Catarina voltou a ocupar o centro das atenções nacionais ao liderar o Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2025, elaborado pelo portal MySide com base em dados do Ministério da Saúde e do IBGE. O estado apresenta a menor taxa de mortes violentas do país, registrando 8,6 casos por 100 mil habitantes, número muito inferior à média brasileira, que chega a 23. O resultado também representa uma evolução em relação ao levantamento de 2023, quando Santa Catarina contabilizava 9,2 mortes violentas por 100 mil habitantes.
O desempenho catarinense se reflete igualmente no cenário municipal. Entre as cidades com mais de 100 mil moradores, Brusque, Jaraguá do Sul e Tubarão ocupam, respectivamente, as três primeiras posições entre as mais seguras do país, todas com índices significativamente baixos. Outras cidades do estado também figuram entre as 30 mais bem colocadas, reforçando a condição de Santa Catarina como referência nacional em segurança.
O ranking nacional mostra que, após Santa Catarina, aparecem São Paulo, com taxa de 11,3 homicídios por 100 mil habitantes, e o Distrito Federal, com 12,3. Todas as análises são referentes ao ano de 2024. Para o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Emerson Fernandes, o desempenho catarinense é fruto da atuação articulada entre todas as forças policiais, que vêm reforçando sua capacitação e atualizando equipamentos e armamentos, numa estratégia voltada à preservação da ordem e à proteção da vida.
No recorte que analisa apenas as capitais brasileiras, Florianópolis assume a liderança como a mais segura do país, com taxa de 10,7 homicídios por 100 mil habitantes. Brasília e São Paulo aparecem na sequência. Já entre os municípios com população entre 500 mil e 1 milhão de habitantes, a capital catarinense figura na sétima colocação.
✅ Clique aqui para entrar no grupo do AJ Notícias no WhatsApp
O delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, destaca ainda o fortalecimento das estruturas operacionais e o aumento dos efetivos. Ele lembra que, em dois anos e dez meses, as forças de segurança cumpriram 18 mil mandados de prisão e realizaram 81 operações voltadas ao combate à corrupção.
A perita-geral da Polícia Científica de Santa Catarina, Andressa Boer Fronza, ressalta que a incorporação de tecnologias forenses tem sido fundamental para elevar a qualidade e a velocidade das análises. Segundo a perita-geral, os bancos de dados biométricos, genéticos e balísticos têm permitido identificar autores de crimes que antes seriam praticamente insolúveis, garantindo investigações mais precisas e fortalecendo o sistema de justiça.
Mín. 18° Máx. 30°