
Silêncio
Do início ao fim da disputa do Blumenau na Copa Santa Catarina, raramente o nome Metropolitano foi citado nesse espaço.
Havia um motivo.
Na verdade, um pedido das próprias lideranças ligadas ao clube para que a instituição não fosse citada.
Impasse
Por uma simples razão.
O bloqueio das contas.
As dívidas trabalhistas.
Plantão
O Metrô não pode vender um chaveiro, uma caneca, uma camisa...
Se a Justiça do Trabalho encontrar algum vestígio de movimentação financeira, penhora o dinheiro.
Para pagar os credores.
Ainda impõe sanções graves, veta o registro de novos atletas e até proibe a participação em competições.
Exemplo
Como aconteceu na Série B.
Por causa da trabalhista movida por seis reclamantes, cinco ex-atletas e um ex-assessor de Imprensa.
Na ocasião, o time só não foi excluído porque levantou R$ 15 mil.
Valor determinado pela juíza responsável pelo caso, como garantia de que o processo não seria ignorado.
Bola de neve
Tentou-se vários acordos.
Sem grana, não dava para negociar.
Essa ação hoje é de R$ 969 mil.
A dívida total já deve passar dos R$ 15 milhões.
Parceiro
Por ter sido parceira na montagem do elenco, a Mais Sports Brazil Ltda, foi incluída no processo.
A intimação chegou em Curitiba PR, na sede, mas não foi encontrado nenhum patrimônio em seu nome.
Amador
Nos últimos meses, a diretoria tem trabalhado na Recuperação Judicial (RJ).
A operação só não está mais adiantada porque se descobriu, duas semanas depois de iniciado o envio da papelada, que a firma de advocacia de Itajaí, não era especializada no tema - um advogado de Blumenau intermediou o contato e se passou por perito em RJ.
O procedimento seria naturalmente reprovado.
Tudo teria de recomeçar do zero.
Profissional
Um novo escritório, aqui da cidade, foi contratado.
Pelo dobro do preço, mas vai resolver.
Ao menos, essa é a expectativa.
Burocracia
O clube precisa juntar quatro documentos (de um total de 20 requisitados) e protocolar.
Acredita-se que até o fim do mês essa etapa estará resolvida.
E em dezembro, a RJ aprovada.
Pente fino
Não é uma tarefa simples.
A Recupração Judicial do Figueirense, por exemplo, teve início em janeiro de 2024.
Somente no próximo dia 9 de dezembro é que o Tribunal de Justiça deve definir se o plano será mantido após a aprovação dos credores.
Pois é feito um pente fino em todo o patrimônio.
Desde uma colher de sopa até a máquina de lavar do CT.
Agilidade
Por sua vez, a RJ do Juventus de Jaraguá do Sul foi aprovada.
O procedimento começou em março.
O pedido foi protocolado em 14 de outubro.
A liberação em 31 de outubro.
Foi rápido porque não teve nenhuma falha.
A dívida do Moleque Travesso é de R$ 10 milhões.
Prioridades
Dentro dessa reconstrução interna no Metropolitano tem a criação da SAF.
Que depende necessariamente do sucesso da RJ e consequentemente a eleição de uma nova diretoria.
Já existe uma chapa pronta para assumir em dezembro - com velhos conhecidos da torcida.
Que na hora do aperto, deram seus pulos, se uniram, fizeram com que o time jogasse a segundona.
Messenas
O Metropolitano ainda tem gente influente na política, empresários com dinheiro.
Em condições de ressuscitar o clube.
No entanto, por mais que alguém tenha bala na agulha e paixão, não vai colocar seu nome na reta.
Antes, a casa precisa estar arrumada.

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