
Resignação
"Tá de bom tamanho."
"O clube vai ter calendário."
"Vamos ter futebol a partir de abril."
"O objetivo foi alcançado."

Informalidade
Essa foi a conclusão que mais ouvi durante a semana.
Em conversas espontâneas.
Com gente que gosta de futebol.
Que bate uma bolinha.
Só que não vai aos jogos.
Formalidade
Para esse pessoal, no fim das contas, o resultado foi bom.
Tanto fez, tanto faz.
Diferentemente da maioria dos torcedores que foram ao Sesi.
Que aplaudiram o time, é verdade, após a eliminação para o Joinville nos pênaltis.
Mas que saíram do estádio desapontados pela equipe não ter chegado a uma decisão - a segunda, em menos de três meses.
Mobilização
A frustração aumenta porque a partida decisiva contra o Figueirense seria aqui.
Teríamos mais duas semanas de informações e expectativas sobre os duelos dos dias 16 e 23 de novembro.
Venda de camisas e produtos, adesão de novos sócios, ingressos para o segundo confronto, a propagação do projeto, da marca...
Sem contar o possível aumento da capacidade de público (de 3.200 para cerca de 4.500 lugares), com a abertura da geral.
E claro, a chance de ser campeão!
Desconsideração
Também seria a oportunidade para fazer um teste e elaborar um projeto para resolver de vez, o crônico problema da falta de espaço para a Imprensa.
Um contratempo que ficou escancarado na última partida quando a Comunicação do clube ignorou os veículos da casa, especialmente as emissoras de televisão (só uma rádio de Blumenau transmitiu os jogos, a Arca da Aliança/Blu Esportes).
Para fazer média com dirigentes da FCF, do JEC e da própria SAF e priorizar sua equipe de estatísticas, ocupou boa parte das cabines do Sesi.
Com isso, "jogou" os profissionais locais e visitantes, credenciados na Acesc, junto à torcida, na arquibancada central.
Imprudência
Uma arapuca improvisada, que colocou em risco a integridade física de repórteres e cinegrafistas.
Não vi se rolou alguma treta.
Acredito que não.
Mesmo assim, bem antes do jogo começar, me neguei a compactuar com tal decisão, fria, unilateral, sem discernimento.
Respeito
No domingo mesmo no estádio, alguns minutos antes da bola rolar, e na segunda-feira bem cedo, dois dirigentes, do clube e da SAF, pediram desculpas.
Um deles me contou que não fazia ideia da logistica dos espaços.
Desculpas aceitas.
Sensatez
Não sou melhor do que ninguém.
Apenas exijo, no mínimo, respeito com a NDTV, a emissora que desde que chegou em Blumenau, em dezembro de 2004, esteve ao lado do futebol profissional.
Respeito
Respeito que o Clube Atlético Metropolitano sempre teve com a mídia blumenauense, desde que debutou na Série A, em 2005.
Colaboradores e dirigentes arrumaram briga com rádios de Florianópolis, Criciúma, Chapecó, Joinville...
Pois sempre valorizaram o trabalho de quem é daqui.
Sabem que um precisa do outro.
2026
Deixamos de fazer uma final.
Perdemos a chance de um ou até dois acessos para a Série A.
Vou sempre lamentar a eliminação, não só do Blumenau para o Camboriú.
Mas também do Metropolitano diante do Carlos Reanaux.
Teríamos futebol já a partir do dia 7 de janeiro.
Agora serão seis meses de espera.
Contentamento
De qualquer forma, depois de cinco anos seguidos pagando todos os pecados em Indaial, Jaraguá do Sul e Ibirama, o torcedor voltou para casa.
Ganhou praticamente um Sesi novo.
Vibrou, lamentou, se emocionou!
Saldo
Ressuscitamos grande parte da velha guarda.
Criamos uma nova geração de torcedores - nunca se viu tantas crianças e famílias no estádio.
No contexto geral, há muito mais motivos para exultar do que depreciar o que foi feito.

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