
Esperar dói.
Mas esperar por algo que você sabe que seu filho precisa para se desenvolver, se comunicar, se conectar com o mundo, isso não é só dor.
É desespero.
É isso que milhares de famílias atípicas vivem hoje no Brasil.
Fila para o diagnóstico. Fila para terapia. Fila para a vida.
O SUS, apesar de sua importância, não está preparado para o autismo.
A falta de estrutura começa desde o primeiro passo: o diagnóstico. Em muitas cidades, a espera ultrapassa um ano. Em outras, sequer há profissional capacitado para realizar o laudo.
E quando ele chega… não há um protocolo claro de orientação. A família recebe um papel e um vazio.
A saga continua nas terapias: fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, todos essenciais para o desenvolvimento de uma criança autista, são raros no sistema público.
Famílias enfrentam esperas de meses, às vezes anos. Muitas desistem. Outras adoecem junto com o filho.
E aqui é importante dizer: isso não é um privilégio que estamos pedindo. É uma urgência.
Quase 20% das pessoas com deficiência em Santa Catarina são autistas.
Esse número cresce ano após ano. E a rede pública continua tratando como exceção algo que já é realidade.
Há quem diga que a prioridade deve ser melhorar o atendimento de forma geral.
Concordamos. O sistema precisa melhorar para todos.
Mas isso não pode ser desculpa para ignorar a especificidade de um grupo que vive uma rotina de crises, hiperestímulos, ansiedade e desregulação.
Autistas precisam de ambientes adaptados, profissionais capacitados e acolhimento humanizado.
Isso não é luxo. É respeito.
Na saúde pública, são raríssimos os postos com salas sensoriais ou profissionais treinados para receber uma criança em crise.
Nos hospitais, muitos pais relatam que seus filhos autistas foram contidos à força ou mal interpretados.
Isso machuca. Isso traumatiza. Isso não pode mais acontecer.
No Instituto Vinícius Ian, sabemos que o tempo é um fator decisivo.
Por isso, oferecemos atendimentos jurídicos gratuitos para ajudar famílias a garantir o acesso às terapias pelo SUS ou planos de saúde.
E mais: estamos articulando parcerias com empresas e entidades para financiar terapias enquanto o sistema público não dá conta.
Porque inclusão também se constrói com ação coletiva.
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Empresas, parceiros e cidadãos conscientes podem ajudar a mudar essa realidade.
A cada criança autista que recebe o que precisa, toda a sociedade ganha.
Mais autonomia. Mais qualidade de vida. Menos sofrimento. E mais humanidade.
Chegou a hora de parar de empurrar o problema.
Autismo não é moda. É uma realidade. E esperar por atendimento não pode mais ser rotina.
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