
O Ballet AECLA, de Luiz Alves, no Vale do Itajaí, completou, nesta quarta-feira (17), uma semana no México, onde representa o Brasil no Festival Internacional Hidalgo México. Desde o embarque, no último dia 10, o grupo já se apresentou em cinco cidades: Cidade do México, Tulancingo, San Agustín, Coacuilco e Huejutla.
A delegação que viajou é formada por 20 pessoas, sendo 16 bailarinas, um bailarino, a diretora do grupo Giovana Hostert, o delegado da AIFL Brasil, Rudimar Nascimento, e Letícia Magali Erbs, representante da Prefeitura de Luiz Alves. No repertório apresentado nas cidades mexicanas, o grupo celebrou a diversidade cultural do Brasil, com o Boi de Mamão (SC), Carimbó (PA), Dança de Coco (Nordeste), Ciranda e um mix de Samba e Forró.
O acolhimento dos mexicanos tem chamado a atenção do grupo, com destaque para a recepção calorosa nas cidades, com festas, encontros e banquetes de comida típica. Para a diretora do grupo, a experiência tem sido surpreendente.
"Além de conhecer o país, a culinária e ter a experiência com a moeda local, o intercâmbio entre os grupos também está sendo muito importante. Conhecer a cultura do México está sendo uma pesquisa de campo para trabalhos futuros que queremos fazer com danças populares. Algo que nos impressiona muito é o carinho que o povo mexicano tem com a gente. É uma admiração muito grande, da qual não imaginávamos. É incrível, o jeito que eles nos tratam, querendo conhecer e conversar é bem legal", disse.
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O contato com novos hábitos e realidades tem marcado a viagem do Ballet AECLA, de Luiz Alves, ao México. As diferenças culturais em relação ao Brasil exigem adaptação, mas também proporcionam crescimento e amadurecimento aos bailarinos.
"Temos enfrentado algumas dificuldades que já sabíamos, mas vivenciá-las é mais difícil. A questão da internet é bem difícil, as pessoas trabalham muito com dinheiro em espécie. Mas ver as diferenças dos lugares está sendo uma experiência incrível, por que faz com que a gente cresça", detalha Giovana.
“Estamos vivendo dias de muito aprendizado, conhecendo o México em sua essência. Essa experiência ficará marcada para sempre”, contam os bailarinos.
A experiência internacional tem proporcionado vivências culturais além dos palcos. Em Huejutla, os bailarinos participaram das comemorações do Grito da Independência, enquanto em Teotihuacán conheceram de perto as pirâmides consideradas Patrimônio Mundial da UNESCO. O grupo também visitou o Museu Frida Kahlo, na Cidade do México.
"Para o grupo é uma experiência bem diferente, porque a gente vinha participando de festivais competitivos na nossa região. Esse festival tem uma proposta de fazer um intercâmbio cultural. Depois de sete dias se apresentando, os bailarinos já estão bem à vontade, e aflorando a criatividade para novos trabalhos", explica a diretora.





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