
A meningite voltou a acender o sinal de alerta em Santa Catarina. De janeiro a agosto de 2025, o estado confirmou 418 casos da doença, em diferentes formas, e 40 mortes. Os números, embora ainda controlados, reforçam a importância da vacinação preventiva, um método de graça e eficaz que já está disponível nas unidades de saúde de todo o território catarinense.
Mesmo com ampla cobertura, a circulação de sorogrupos mais agressivos, como o meningocócico C, reacendeu a preocupação das autoridades de saúde. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) identificou que parte dos casos mais graves está justamente entre os que não completaram o esquema vacinal. E é por isso que a Secretaria de Estado da Saúde intensificou a campanha para imunizar bebês, crianças e adolescentes.
No calendário de rotina, duas vacinas são protagonistas: a meningocócica C (conjugada), aplicada aos 3 e 5 meses de idade, e a meningocócica ACWY, usada como reforço aos 12 meses e novamente indicada na adolescência, entre 11 e 14 anos. A proteção contra a doença meningocócica é considerada prioritária, já que ela pode evoluir rapidamente e causar inflamações severas nas membranas do cérebro e da medula espinhal.
Segundo João Augusto Fuck, diretor da DIVE, os números ainda não representam uma situação alarmante, mas são um indicativo claro de que o vírus segue ativo e que o descuido pode ter consequências sérias.
O panorama dos casos aponta para um predomínio da forma viral (192 registros), mas o maior perigo ainda está nas meningites bacterianas, como a pneumocócica, com 55 casos confirmados, e a meningocócica, com 28. A taxa de letalidade também varia: enquanto a meningite viral tem índice de mortalidade de apenas 0,5%, formas como a tuberculosa (62,5%) e a pneumocócica (29,1%) seguem entre as mais letais.
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Além da imunização, os especialistas lembram da importância dos cuidados diários: lavar as mãos com frequência, evitar aglomerações em ambientes fechados e não compartilhar itens de uso pessoal, como copos, talheres e objetos que entrem em contato com secreções respiratórias.
Os sintomas da meningite também merecem atenção imediata. Em adultos, os sinais mais comuns incluem febre alta súbita, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas e sensibilidade à luz. Em quadros mais severos, o paciente pode apresentar confusão mental, sonolência extrema, convulsões e manchas roxas na pele. Já em bebês, o alerta deve ser acionado em casos de choro persistente, moleira inchada ou recusa para se alimentar.
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