
Santa Catarina registrou a menor taxa de desemprego de sua série histórica iniciada em 2012 e o que colocou o índice alcançado de 2,2% como o menor do país no trimestre terminado em junho de 2025. Os dados do segundo trimestre da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foram divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (15).
A taxa de desemprego no estado foi menos do que a metade a da registrada no Brasil, de 5,8%. Santa Catarina se mantém em primeiro lugar no ranking nacional, com a menor taxa de desocupação entre as unidades federativas.
No trimestre anterior, a taxa foi de 3%, diante de uma média nacional de 7%. A taxa de desocupação é o indicador mais usado no país e no mundo para medir o desemprego, pois mostra diretamente o percentual entre pessoas que buscam trabalho.
Endossando esse bom desempenho, Santa Catarina apresenta a menor taxa de trabalhadores desalentados do país. O estado tem 0,3% da população nessa circunstância, enquanto a média nacional é significativamente superior, atingindo 2,5%.
A população desalentada é formada por pessoas que estariam disponíveis para trabalhar na semana de referência pesquisada, mas que não procuraram uma vaga de emprego nos últimos 30 dias. As razões para a existência de desalentados podem ser a dificuldade de vaga para o perfil, falta de qualificação, falta de trabalho na localidade, idade não apropriada para o tipo de ocupação, ou outros motivos individuais.
O Estado também tem a menor taxa de informalidade do Brasil. Santa Catarina apresentou índice de 24,7%, diante de uma média nacional de 37,8%. Em seguida, os melhores resultados foram do Distrito Federal (28,4%) e do estado de São Paulo (29,2%).
Em relação à taxa de subutilização da força de trabalho, Santa Catarina também apresenta o menor índice do país. No segundo trimestre de 2025, o estado registrou 4,4%, enquanto a média nacional chegou a 14,4%.
O rendimento médio habitual em todos os trabalhos em Santa Catarina atingiu o valor de R$ 4.077,00, diante de uma média nacional de R$3.477,00, neste segundo trimestre de 2025. Assim, SC registrou um rendimento 17,3% acima da média do país e crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2024. O estado tem a 4ª maior remuneração média entre as unidades da federação, atrás apenas do Distrito Federal (R$5.919,00), Rio de Janeiro (R$4.205,00) e São Paulo (R$4.170,00).
Santa Catarina registrou crescimento em diversos segmentos do mercado de trabalho, em relação ao segundo trimestre de 2024. O número de empregadores com CNPJ avançou 12,5%, enquanto os trabalhadores por conta própria com CNPJ cresceram 23%.
Nesse recorte de tempo, os setores que apresentaram maior crescimento do emprego foram Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (7,7%), Transporte, armazenagem e correio (7,1%), bem como Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (5,4%).
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Duas regiões de Santa Catarina se destacaram pelo baixo nível de desemprego no segundo trimestre de 2025. A região do Oeste catarinense registrou taxa de desemprego de 1,2%, ou seja, quase a metade da taxa estadual. Outro destaque foi alcançado pelo Litoral Sul e Serrana Catarinense, com taxa de 1,5%. Esses desempenhos demonstram um cenário de mercado de trabalho particularmente aquecido nas duas regiões.
Vale do Itajaí, por sua vez, apresentou taxa de desemprego aproximada à média estadual, tendo registrado 2,3% de desocupação no segundo trimestre. Todas as regiões de Santa Catarina tiveram queda do desemprego em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No recorte temporal, a Região Metropolitana registrou aumento de 13% na população ocupada.
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