
Você deixaria seu filho sem tratamento? Esperando meses — ou anos — por uma vaga de fonoaudiólogo? Sem terapia ocupacional? Sem acompanhamento psicológico? Pois essa é a realidade de milhares de famílias no Brasil.
E não dá mais para aceitar que isso seja normal.
Nós sabemos: o poder público tem o dever legal e constitucional de garantir saúde e tratamento a toda pessoa com deficiência, inclusive os autistas. E essa cobrança precisa ser feita com firmeza. Mas também sabemos que sozinhos, os governos não darão conta.
O que isso significa? Que o problema é coletivo — e a solução também precisa ser. Não é apenas o Estado. É a sociedade inteira. É você. É sua empresa. É sua liderança.
Nos Estados Unidos, é comum ver grandes empresas apoiando centros terapêuticos, custeando programas de tratamento e fazendo do investimento social uma parte estratégica de suas marcas.
Não por obrigação, mas por consciência. Porque lá, o social anda ao lado do comercial.
E aqui, quando fazemos isso, também funciona. O Instituto Vinícius Ian, que nasceu do diagnóstico do meu filho, hoje é exemplo disso. Criamos um modelo inovador de impacto social baseado no que o autor Stephen Covey chama de “pense ganha-ganha”.
Não acreditamos que ajudar o próximo seja apenas filantropia. É responsabilidade compartilhada. É possível — e necessário — criar parcerias onde a causa social gera retorno humano e também reputacional, estratégico e até comercial.
Trabalhar com o autismo exige empatia, mas também exige estrutura. E estrutura se constrói com união: poder público, entidades sérias, empresários e sociedade civil de mãos dadas.
Infelizmente, o modelo antigo já se provou insuficiente. Entidades que vivem só de doação estão afogadas. Famílias que dependem apenas do SUS estão sem acesso. Crianças e adultos autistas que precisam de 3, 4 terapias por semana estão tendo 1 vez por mês — ou nenhuma.
Chega. O passado mostrou o que não funciona. É hora de construir o que pode funcionar.
E se cada empresário entendesse que apoiar um projeto como o do Instituto Vinícius Ian não é um custo, mas um investimento, teríamos mais empresas com alma, mais marcas com propósito, mais pessoas em tratamento.
A inclusão começa com o acesso. E o acesso começa quando a responsabilidade deixa de ser de “alguém” e passa a ser de “todos nós”.
Se você é empresário, gestor público, líder social — esse chamado é para você. Vamos parar de olhar o problema e começar a fazer parte da solução. Os autistas não podem esperar. O tratamento não pode esperar.
@institutoviniciusian | Junte-se ao movimento por um futuro onde todos tenham acesso, dignidade e cuidado.
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