
Segunda-feira, começo e fim de expediente. Em dois pontos diferentes de Blumenau, duas mulheres foram atropeladas. Uma de 64 anos, atravessando na faixa de pedestres, na Rua dos Caçadores. Outra, de 42, na Itoupava Norte, fora da faixa.
Nos dois casos, os motoristas pararam, prestaram socorro, os bombeiros chegaram, as vítimas foram levadas para o hospital. Mais um dia de trânsito pesado? Pode ser. Mas o problema vai além de estatísticas.
Só na semana passada, foram três outros atropelamentos na cidade. Agora, mais dois. Daqui a pouco, a gente perde a conta. E os números não mentem: em 2024 foram 135 atropelamentos em Blumenau, sendo que mais da metade (54%) aconteceu em cima da faixa de segurança. Inclusive, as duas mortes registradas no ano passado também foram de pessoas que atravessavam corretamente na faixa.
A pergunta que fica é: o que está faltando?
Mais atenção dos motoristas? Sem dúvida.
Mais cuidado dos pedestres? Também.
Sinalização melhor? Sempre ajuda.
Mas no fim das contas, o que falta mesmo é consciência coletiva. Aquela ideia simples (e que parece esquecida) de que o trânsito é feito por todo mundo junto.
A pressa, o celular, o desrespeito à sinalização, o pedestre atravessando fora da faixa, o motorista que não reduz a velocidade perto de uma escola... Tudo vira ingrediente de um cenário que termina em sirene, ambulância e mais uma vítima.
O trânsito de Blumenau já é complicado por natureza. Mas a gente não pode deixar que ele vire também sinônimo de descaso com a vida.
Porque do jeito que está, todo dia pode ser mais um número nessa estatística que ninguém quer aumentar.
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