
Na manhã desta quarta-feira (10), a Polícia Civil de Santa Catarina, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e o Grupo de Investigação de Crimes Cibernéticos (CyberGAECO), deflagrou a Operação Mão Fantasma. A ação visa combater o tráfico internacional de animais silvestres, com foco em desarticular três organizações criminosas especializadas em fraudes bancárias.
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A operação está cumprindo 34 mandados de prisão preventiva e 73 mandados de busca e apreensão em sete estados brasileiros: Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba e Ceará. Os mandados foram expedidos pelas Varas Regionais de Garantias de Rio do Sul e Blumenau, e pela Vara Única da Comarca de Turvo.
As investigações começaram em 2022 e identificaram uma organização criminosa com diferentes funções: traficantes de animais, apoio logístico, intermediadores e compradores em várias regiões do Brasil. Os suspeitos realizavam viagens frequentes à fronteira e utilizavam veículos alugados para dificultar o rastreamento. Um dos principais modos operandi envolvia a instalação de aplicativos de gerenciamento remoto nos celulares das vítimas, permitindo o controle e a transferência ilícita de valores.
Os envolvidos responderão por crimes contra o meio ambiente, receptação qualificada e associação criminosa voltada ao tráfico de animais. As penas para esses crimes podem chegar a 5 anos de reclusão.
Além das prisões e buscas, a Justiça também ordenou o bloqueio de bens, valores e criptoativos de 44 pessoas físicas e jurídicas. Também foi determinada a apreensão e a restrição de transferência de veículos de luxo para garantir recursos suficientes para ressarcir as vítimas.
Os golpes eram realizados através de falsas centrais de atendimento, onde os criminosos simulavam ser representantes de instituições financeiras. As vítimas eram induzidas a fornecer informações sensíveis, que permitiam aos golpistas acessar remotamente seus dispositivos e realizar transferências bancárias fraudulentas.
A investigação da Delegacia de Polícia de Ascurra revelou que os criminosos subtraíram mais de R$ 5 milhões de vítimas em Santa Catarina. A Delegacia de Polícia de Turvo identificou uma vítima que perdeu R$ 86.550 ao ser enganada por uma falsa central de atendimento. Ao todo, estima-se que as organizações criminosas praticaram pelo menos 255 furtos e estelionatos, movimentando cerca de R$ 90 milhões nos últimos dez anos.
O nome da operação faz referência ao método dos criminosos de realizarem transferências de valores diretamente dos aparelhos das vítimas, sem seu conhecimento ou consentimento.
Auxiliam na execução das ordens judiciais as Polícias Civis dos estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Ceará e Paraíba, além do GAECO e do Ministério Público da Bahia.
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