
Na manhã desta quarta-feira (19), a Polícia Civil, através da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Blumenau, fez a "Operação Publicis" com o objetivo de cumprir 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de Blumenau, Indaial, Timbó e Pomerode, na região do Vale do Itajaí. A ação investiga oito suspeitos de envolvimento nos disparos de arma de fogo contra a casa do ex-secretário municipal Michael Maiochi, ocorridos no dia 5 de fevereiro deste ano. Em entrevista ao apresentador Alexandre José, o delegado do caso, Bruno Fernando, deu mais detalhes sobre a investigação, informando que ainda não se sabe a motivação para o crime.
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Segundo o delegado Bruno Fernando, Maiochi vinha sendo alvo de ameaças enviadas por mensagens de WhatsApp através de terceiros. As mensagens continham acusações de improbidade administrativa e enriquecimento ilícito durante sua gestão municipal, além de promessas de violência, que se concretizaram em fevereiro.
No programa Tribuna do Povo, da NDTV, em entrevista ao apresentador Alexandre José, o delegado ainda deu mais detalhes da investigação. Ele destacou que as pessoas são suspeitas e que a investigação ainda está em andamento "De certa forma essas pessoas se interligam, a investigação mostrou isso e, agora nós coletamos diversos celulares que serão analisados, bem como documentação, que poderá esclarecer a real motivação, que é o que nós não temos até o presente momento. Ainda não sabemos o que teria motivado essas pessoas a agirem dessa forma contra o ex-secretário", conta o delegado.
O delegado ainda destacou que, quando procurou a polícia, o ex-secretário Michael Maiochi informou desconfiar que o ataque estivesse relacionado com a sua atuação na vida pública. "Ele acreditava que as ameaças e os disparos estariam relacionados a atuação dele no cargo, que ele estava sendo firme nos cumprimentos dos contratos que os prestadores de serviço tinham com a prefeitura, inclusive ele estava fazendo a aplicação de multas até rescisão de contratos e ele acreditava que isso poderia estar desagradando as pessoas que estavam sendo penalizadas e ali ele indicou que poderia ser essa a motivação. Contudo, até o presente momento não conseguimos chegar nesse sentido", aponta Bruno.
Após quatro meses de investigação, que utilizaram diversas técnicas, a polícia conseguiu identificar oito pessoas suspeitas de envolvimento no caso. O Delegado de Polícia responsável representou pela busca e apreensão domiciliar para obter mais provas que corroborem com as investigações em andamento.
Um dos investigados ocupava um cargo no Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (SAMAE) até dezembro de 2023, quando foi exonerado. Até o momento, a verdadeira motivação para as ameaças e os disparos não foi esclarecida. "Uma dessas pessoas, até dezembro exercia um cargo comissionado no Samae, mas somente essa pessoa tinha relação com aquele quadro de funcionários. Os outros sete não têm relação com o serviço público de Blumenau, informou o delegado.
A operação contou com o apoio de 36 policiais civis. Foram apreendidas a motocicleta utilizada nos disparos, duas armas de fogo, R$ 4.000,00 em dinheiro, além de diversos documentos e aparelhos celulares, que serão analisados e periciados. O resultado das análises será incluído no inquérito policial, que será encaminhado ao Poder Judiciário ao término das investigações.
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