
Em coletiva de imprensa na manhã desta segunda-feira (28), a Polícia Civil de Santa Catarina deu detalhes sobre o caso da menina que desapareceu na sexta-feira (25), em Pomerode, no Vale do Itajaí, e foi encontrada no fim da manhã de domingo (27).
O Delegado de Pomerode, Antônio Godoi, comenta que haviam provas, entre depoimentos e coleta de dados, que ela poderia estar na casa do professor, que também fica em Pomerode.
"Começamos uma caçada atrás desse professor. Ele mesmo se colocou à disposição para ajudar a encontrar a menina. Porém, ele demonstrava muito nervosismo quando conversava com a polícia".
Conforme o Delegado da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Blumenau, Rodrigo Raitz, o professor e a aluna começaram a ter uma aproximação maior em maio deste ano. Ainda, segundo o Raitz, havia um 'certo vínculo afetivo' entre eles.
"Após as férias escolares de julho, eles combinaram dela sair de casa e ir para a casa dele (do professor), morar lá". A intenção era de permanecerem juntos; era manter ela em casa e depois irem morar em Curitiba, pois ele estava fazendo concurso para trabalhar por lá".
O Ministério Público (MP) aguarda, agora, a conclusão do auto de prisão em flagrante para realizar a denúncia e dar prosseguimento ao processo penal. Ele pode responder por cárcere e privado, estupro de vulnerável e fraude processual.
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O caso
A menina, que é estudante da Escola Básica Municipal Dr. Amadeu da Luz, de Pomerode, foi vista pela última vez em casa na noite de sexta-feira (25). Ela havia deixado um bilhete dizendo que ela estava triste e que iria a Porto Alegre.
Na manhã de domingo (27), o suspeito foi abordado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-101, em Joinville. Ele estava indo para a cidade de Barra Velha para descartar o celular da menina, com o intuito de não ser rastreado.
A PRF recebeu a informação do carro do suspeito, um Toyota Corolla com placas de Curitiba, e o localizaram por volta das 11h sentido norte da rodovia.
Segundo informações repassadas ao Portal Alexandre José, a menina não estava dopada e nem amarrada. Foi encontrado o bunker, uma espécie de buraco abaixo da cama, feito pelo professor para esconder a menina.
Confira a entrevista com o Delegado da DIC de Blumenau, Rodrigo Raitz:
O Delegado de Pomerode, Antônio Godoi, fala mais sobre o caso. Veja:
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