
Após o estrondoso sucesso de Barbie e Oppenheimer no mundo todo parece que vamos ficar sem grandes lançamentos cinematográficos por um tempo, e até mesmo sem novas séries. A razão disso é que o sindicato de roteiristas e atores de Hollywood anunciou há cerca de dois meses que iria entrar em greve até que os artistas sejam justamente compensados por seus trabalhos.
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Desde então, alguns dos filmes mais aguardados do ano como “DUNE” e “Challangers”, assim como as séries “Euphoria” e “Stranger Things” tiveram seus lançamentos adiados por mais de um ano.
Enquanto a maior parte de produções que já terminaram suas gravações também não vão ser lançadas pelos estúdios por conta da falta de plataforma e recursos para promovê-los durante a greve. Alguns filmes, porém, não puderam adiar sua estreia para depois desse momento difícil, como o novo “Besouro Azul” que conta com a participação de Bruna Marquezine e como resultado devem sofrer nas bilheterias.
E é essa greve é justificada? Muitos não imaginam o quão pouco artistas e atores por trás de projetos extremamente bem-sucedidos realmente recebem por seu trabalho. Claro que atores no topo da pirâmide de Hollywood como Tom Cruise e Jennifer Lawrence podem receber dezenas de milhões de dólares por apenas um filme, todavia artistas de porte médio e pequeno, que sempre enfrentaram dificuldades na indústria contam com condições mais precárias que nunca.
E o principal problema reside nos pagamentos das empresas de streaming da nova era como o Prime, HBO Max e Netflix, que contam com métodos de compensação considerados antiéticos. Esses serviços, ao contrário da TV tradicional, pagam somente um salário inicial para artistas e muito pouco dinheiro residual. Inclusive, nos últimos dias diversos vídeos viralizaram mostrando atores de algumas das séries mais famosas de streaming como “Orange is The New Black” mostrando cheques de zero dólares que haviam recebido da Netflix, chocando internautas.
Na última semana foi realizada a primeira reunião entre o sindicato e representantes de estúdios, porém aparentemente nenhum consenso foi alcançado. Atores de grande porte como Nicole Kidman e Tom Cruise fizeram doações milionárias à associação de roteiristas e atores e declaram seu apoio á à causa.
É provável que a greve só terá fim quando houver uma regulamentação nas leis americanas que torne obrigatória uma compensação mais justa para todas as partes da indústria. Essas mudanças não só se fazem necessárias de um ponto de vista ético, como também podem ser muito vantajosas para o público: com mais dinheiro na mão de criadores de filmes indie e de médio orçamento, ao contrário de nas mãos de grandes executivos, ocorrerá uma expansão dessa área e podemos viver uma nova era de popularização desse tipo de conteúdo, ao contrário de só se encontrar sequências de grandes franquias e remakes da Disney, Marvel e Netflix que saturarem o cinema e streaming.
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