
Na tarde desta terça-feira (4), o ex-secretário da Fazenda e Gestão Administrativa de Gaspar, Jorge Pereira, foi o primeiro ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura a participação do município na obra de pavimentação da Rua José Rafael Schmitt, no bairro Santa Terezinha. A oitiva aconteceu no plenário da Câmara de Vereadores de Gaspar, no Vale do Itajaí.
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A reunião foi conduzida pelo presidente da CPI, vereador José Hilário Melato (PP), e as principais perguntas à testemunha foram feitas pelo relator, vereador Roberto Procópio (PDT). Participaram ainda da oitiva os vereadores André Waltrick (PP), Francisco Solano Anhaia (MDB) e Zilma Mônica Sansão Benevenutti (MDB), que também integram a Comissão.
Durante o depoimento, o ex-secretário afirmou que a conversa que circulou em áudios pelas redes sociais e aplicativos de mensagem não aconteceu e acredita que os áudios tenham sido manipulados.
O presidente da CPI explica que a convocação de Pereira para a oitiva foi feita após recebimento de materiais solicitados à Prefeitura, SAMAE e Pacopedra, empresa executora da referida obra. "Analisamos a documentação, pontuamos e discutimos as perguntas, ficando o relator da CPI responsável por questionar o ex-secretário”, explicou. Segundo Melato, tudo ocorreu dentro do esperado. “Agora, a Comissão vai analisar todas as respostas e dar continuidade aos trabalhos. Caso a CPI julgue necessário, a testemunha poderá ser novamente convocada a prestar esclarecimentos”, ressaltou o presidente.
O relator da CPI afirma que a participação do ex-secretário Jorge Pereira foi de fundamental importância para esclarecer os fatos que motivaram o pedido de instauração da Comissão na Câmara de Gaspar. “Muitas das informações que nos foram fornecidas pela testemunha certamente vão constar no relatório da CPI. Importante ressaltar que existem outras duas oitivas marcadas, quando serão ouvidos empresários da empresa executora da obra, que foram citados no áudio”, afirma.
Procópio também ressaltou outro passo importante da CPI, que é a contratação da empresa técnica para periciar o áudio juntado nos autos. “Esta perícia é importante para verificarmos se a conversa é montagem, se as falas foram editadas. Tudo isso é importante para esclarecermos de fato o que ocorreu”, finaliza.
Entenda a CPI
A abertura da CPI na Câmara de Vereadores de Gaspar foi motivada após conversas em áudio circularem nas redes sociais e aplicativos de mensagens. No áudio, faz-se menção a uma obra realizada no município e o teor do áudio vazado dá a entender que alguém teria recebido numerários em troca da referida melhoria. Além disso, supostamente, uma das vozes nos áudios seria do ex-secretário, o que motivou ser chamado para esclarecimentos na CPI.
Próximas oitivas
No dia 11 e 18 de julho, ambos às 14h, serão ouvidos os empresários Mário Jorge de Souza e Mário Jorge de Souza Júnior, respectivamente. Eles são sócios proprietários da Pacopedra, empresa que executou a obra.
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