
Para quem criou tanto mistério e expectativa, foi uma frustração.
O Metropolitano ficou devendo.
Precisa melhorar muito até o mata-mata.

Até porque não consigo imaginar que não vá se classificar.
Entre os oito primeiros colocados.
E ser rebaixado.
Tem time mais limitado.
Na parte técnica, estrutural e financeira.

A propósito, foi anunciada só no dia da partida contra o Santa Catarina a tão enigmática escalação do técnico Omar Feitosa e seus suplentes.
Os 23 jogadores estão na foto abaixo.

Por sua vez, o adversário confirmou o que se imaginava depois da apresentação diante de Caçador.
Fez 2 x 1 com propriedade.
A tendência, se nenhum problema extracampo atrapalhar, é brigar forte por uma das duas vagas do acesso.

Desde o ano passado quando o clube foi campeão da Série C, existe uma relação de aproximação e confiança com a torcida e com a própria cidade.
Que não contava com futebol profissional há 19 anos.
Muita gente ainda está desconfiada.
Tanto é que, no primeiro jogo, o público total (pagantes, não pagantes, sócios, menores e credenciados) foi de 844 pessoas.
Porém, jogar em casa, no caso o Estádio Municipal Alfredo João Krieck, faz toda a diferença.

Somente dessa forma é possível criar ou recriar uma identidade.
Há quatro anos, o Metropolitano (e também o Blumenau) padece desse sentimento básico.

Por isso quem saiu de Blumenau e encarou a tensa BR-470 no último domingo (4), merece um troféu.
Foram 726 expectadores na Baixada.
A maioria esmagadora, por razões óbvias, veio de Rio do Sul.
A súmula do jogo está aqui.

Neste sábado (10), às 15h, o Metrô volta a jogar em Ibirama.
Contra o Caçador.
Serão ainda mais dois jogos no Alto Vale (Caravaggio e Juventus).
E mais três se chegar até a final.
Espera-se que seja o fim do martírio.
Embora meu ceticismo só aumente com o passar do tempo.

Estive no Sesi essa semana.
Que desperdício de estrutura.
Um baita estádio (mesmo adaptado para o futebol profissional) sem poder ser usado.
Que vai precisar de adequações, como a ampliação do gramado, para jogar a Série A, por exemplo.
Já estamos na metade do ano.
O campeonato começa em janeiro.
E uma reforma no campo (e consequentemente na pista de atletismo) não acontece da noite para o dia.

Assim como o Santa Catarina, fundado em março de 1999 em Blumenau, que já passou por Navegantes, São Francisco do Sul, Imbituba e Rio do Sul, o Metropolitano também tem fama de time itinerante, pois já jogou em Brusque, Timbó, Jaraguá do Sul e Ibirama.
Não duvido que teremos de passar por uma nova humilhação em 2024.

A municipalização mudou os planos.
Projetos foram abortados.
O Metropolitano descartou a construção do seu estádio.
O Blumenau nunca projetou algo nesse sentido.

Todo mundo refém do Sesi. De novo.
E do governador. Que vem sendo pintado de vilão.
O homem pegou o bonde andando.
Segue se inteirando dos fatos e prioridades.
Uma hora vai "retribuir" a esmagadora votação que teve em Blumenau.

Não creio que a Audiência Pública na próxima terça-feira (13) vai mudar alguma coisa.
Por coincidência, no mesmo dia, a Alesc realiza a votação que definirá se os R$ 30 milhões do Sesi (R$ 18 milhões para a compra e R$ 12 milhões para as reformas).
E os R$ 9 milhões do Complexo da Polícia Civil continuarão vetados ou serão liberados.

Serão necessários pelo menos 21 dos 40 votos para que se tenha a primeira vitória.
A segunda será convencer o governador a assinar os cheques.

Questionei Ivan Naatz:
“Gostaria de uma resposta sobre a Audiência Pública.
O que de fato, será colocado em prática?
Qual realmente será o encaminhamento para que a municipalização saia do papel?
Afinal, passa pela aprovação dos deputados e a liberação do governador”.
O político do PL me deixou no vácuo.
Ao menos se deu ao luxo de me dar bom dia.
E só.

Deve estar muito ocupado no feriadão.
Ou consentindo que o encontro na Sociedade Fortaleza Tribess não passará de retórica.


Emerson Luis é jornalista. Completou sua graduação em 2009 no Ibes/Sociesc. Trabalha com comunicação desde 1990 quando começou na função de setorista na Rádio Unisul - atual CBN. Atualmente é comentarista do Programa Alexandre José, na Rádio Clube FM 89.1, nas segundas, quartas e quintas-feiras, às 7h40. Também atua como apresentador, repórter e produtor no quadro de esportes do Balanço Geral da NDTV RecordTV Blumenau. Além de boleiro na Patota 5ª Tentativa.
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