
Foi identificado como José Maria Pires, de 60 anos, a primeira vítima do deslizamento de terra que atingiu a Serra da Guaratuba (BR-376), que liga Santa Catarina ao Paraná, na última segunda-feira (28). Ele dirigia um caminhão que ficou pendurado às margens de uma ribanceira após ser atingindo pela terra.
• Clique aqui e faça parte do nosso grupo de notícias no WhatsApp
O corpo do caminhoneiro foi localizado pelos bombeiros ainda na noite de segunda-feira e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde foi identificado. Já liberado, o corpo de José Maria será velado e sepultado nesta quarta-feira (30) em São José dos Pinhais, no Paraná.
Segundo boletim divulgado nesta terça-feira (29) pelo gabinete de crise instituído para acompanhar a situação, uma segunda morte foi confirmada. A vítima, porém, ainda não foi identificada. Por outro lado, o boletim informa que seis pessoas foram resgatadas com vida do deslizamento.
Não há, até o momento, informações sobre a quantidade total de vítimas e veículos envolvidos. As equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Polícia Científica trabalham há mais de 30 horas ininterruptas no atendimento à ocorrência de deslizamento.
Grande quantidade de terra, vegetação e detritos deslizaram sobre as pistas da estrada na noite de segunda-feira, após um grande acumulado de chuvas registrado. A rodovia está interditada nos dois sentidos e não há previsão para liberação do tráfego.
Vídeo: imagens aéreas mostram destruição em deslizamento na Serra de Guaratuba
Conforme o gabinete de crise, 54 bombeiros militares trabalham em duas frentes, uma ao norte e outra ao sul do local de deslizamento. O objetivo de atuarem em conjunto na busca por vítimas, tentando encontrar vias de acesso sobre a terra ainda encharcada para acessarem os veículos visíveis.
As atividades desenvolvidas durante a terça-feira procuraram avaliar o cenário após o nascer do dia, aproveitando a luz natural para verificar a real dimensão da área afetada. As equipes avaliaram a situação para avançar com cautela, para que as demais ações sejam feitas sem aumentar a gravidade da ocorrência, principalmente a remoção dos materiais para chegar aos veículos.
Ao mesmo tempo, a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil mobilizou profissionais de geotécnica da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos (ABMS). A análise desses técnicos é essencial para direcionarem os bombeiros militares na atuação para a remoção de parte do solo que está sobre as pistas e veículos, para que seja possível realizar o trabalho com a máxima segurança possível.
A previsão de chuvas contínuas na região litorânea do Paraná é um dos principais desafios das equipes de resgate. Esse panorama não descarta a preocupação com a ocorrência de novos episódios de deslizamento, o que amplia o risco de atuação das equipes.
As estações meteorológicas do Estado identificaram chuvas acima da média histórica para o mês de novembro em cidades do Litoral e da Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), as cidades mais atingidas foram Guaratuba, Antonina, Curitiba, Paranaguá, Guaraqueçaba e Tijucas do Sul.
No total, choveu quase 900 mm a mais do que a média histórica do mês de novembro na soma de todas essas cidades.
Mín. 18° Máx. 22°