
Nesta terça-feira (18) é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data é alusiva à morte da menina Araceli, violentada e assassinada aos oito anos no Espírito Santo, em 1973. Dias depois, seu corpo foi achado carbonizado e os responsáveis pelo crime nunca foram punidos.
Acontecia no passado, se repete no presente: em 2019, foram registradas no Brasil 5 mil mortes violentas intencionais de crianças e adolescentes entre 0 e 19 anos. Ou seja, uma média de quase 14 por dia. Esse dado está no 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com a Unicef.
Além disso, nesse mesmo ano, segundo o Anuário, os Estados registraram mais de 33 mil casos de estupro de crianças e adolescentes, o equivalente a uma taxa de 23,67 por 100 mil habitantes. Maio é o mês de enfrentamento e prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes - período que serve para sensibilizar a sociedade, discutir essa realidade e combater as formas de violência.
Para a desembargadora Rosane Portella Wolff, titular da Coordenadoria Estadual da Infância e da Juventude (Ceij), é preciso redobrar os esforços para combater esses crimes porque houve um aumento de casos no período do isolamento social. "As crianças e adolescentes ficam isolados do vírus, mas não do risco de sofrer violência e abuso sexual, tendo em vista que a maioria dos casos ocorre no âmbito do núcleo familiar ou de pessoas próximas."
Qualquer pessoa que testemunhar, souber ou suspeitar que criança ou adolescente seja vítima de abuso, violência ou negligência, pode denunciar de forma identificada ou anônima através dos canais abaixo:
Aplicativo Direitos Humanos Brasil - Android e IOS
Conselho Tutelar
Disque 100
Ministério Público
Ouvidoria do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos
Polícia Civil
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