
Depois de dois meses de validade da isenção do PIS/Cofins cobrado por litro do óleo diesel no Brasil, o imposto volta a ser taxado para o combustível a partir deste sábado (1°). Com isso, o valor nas refinarias deve subir R$ 0,31 por litro e esta alta, segundo a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), deve ser repassada direto nos preços praticados nas bombas.
A isenção do PIS/Cofins foi uma forma que o governo encontrou para frear o preço do diesel e acalmar os caminhoneiros, base de apoio do presidente Jair Bolsonaro e que já falavam em greves e paralisação caso o preço do combustível continuasse a subir. O desconto foi validado em 1° de março passado, sendo que desde o início do ano, a Petrobrás já aumentou o preço do diesel em mais de 30%, segundo os valores internacionais do petróleo, procedimento de praxe da companhia.
Apesar da medida, as quedas nos preços não foram tão grandes, segundo o que avaliou a Agência Nacional do Petróleo (ANP), que registrou, no geral, uma redução de apenas R$ 0,03 no preço do diesel entre março e a metade de abril. Antes da redução, os valores praticados em média eram de R$ 4,27 por litro, sendo que depois da isenção do PIS/Cofins, o preço médio beirou os R$ 4,20 por litro, segundo o levantamento mais recente da ANP.
Tentando evitar o impacto, tanto no preço do diesel quanto no da gasolina, a Petrobrás anunciou nesta sexta-feira (30) redução de 2,1% (preço na refinaria de R$ 2,71) e 1,9% (preço na refinaria de R$ 2,59), respectivamente. Não é uma obrigação para os postos, que são livres para aplicar ou não o reajuste.
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