
"Estamos de novo na Série B. Tem que haver mudanças internas. Chega de hotel 5 estrelas no CT. Amanhã tem que haver dispensa no mínimo de 15 pernas de pau. Chega de comer e beber de graça.”
O xingamento foi postado por um diretor no grupo de WhatsApp criado para divulgar as notícias do Metropolitano no calor da derrota para o Criciúma por 2 x 0.
Em questão de minutos foi apagado pelo autor - mas consegui salvar a tempo.
Confirma a irritação com o pífio desempenho do time e por extensão atesta o que já abordamos aqui no Portal, o clima de animosidade entre a diretoria e a empresa que toca o Futebol.
Se a atmosfera já era tensa, aumentou com a iminente queda para a segunda divisão.

A troca de acusações durante a competição (ou a transferência de responsabilidade) sobre o atraso no início dos trabalhos para o estadual foi o que veio a público.
Mas sabe-se que o ambiente ficou pesado em alguns momentos.
A harmonia nunca foi plena.
As duas partes sempre se aturaram.
Lembra um casamento que entrou em crise.
Que teve pouco tempo de namoro.
Sem encanto, sem conquistas, a relação se desgastou.
Tem hora que não adianta forçar a barra.
O melhor a fazer é se separar.
De preferência de forma amigável.
Talvez seja o momento (independente da queda) do rompimento entre Metropolitano e AS.
Me disseram que recentemente o contrato foi renovado por mais cinco anos.
Não quis acreditar.
O presidente Valdair Matias me afirmou que o vínculo termina em junho.

O Metropolitano sempre foi considerado um time de empresários.
Que ajudaram no processo de evolução e profissionalização, mas que tinham como meta ganhar dinheiro.
Em todo lugar é assim.
Só precisa ser bom para os dois lados.
O problema atual é ausência de atletas formados no clube.
E as prioridades de quem está no comando.

Dezenas de moleques foram para o exterior.
O que pouco ou quase nada se sabe foram os valores envolvidos.
Uma caixa preta que ajudou a produzir descrédito na praça.
O último negócio envolveu Ruan Oliveira, que veio do Paraná, ficou pouco tempo por aqui, o suficiente para alguém enxergar potencial e agenciá-lo.
Mesmo com o rebaixamento de 2019, assinou com o Corinthians.
Com muita insistência soube que foi emprestado por R$ 100 mil reais- na época devidamente fatiados entre os empresários.
Para o Metrô, cujo o meia-atacante segue vinculado, sobrou apenas 10%.

A base foi desmontada.
Não tem competição, de fato, há mais de um ano.
Contudo é de uma infelicidade sem tamanho abrir mão de uma única categoria.
Como vender um jogador se ele não treina e principalmente não aparece?
Hoje no elenco profissional de 31 jogadores, só há dois atletas da casa.
O goleiro Neto de 19 anos (considerado 4º goleiro).
E o volante Vinícius Demmer de 21 anos (que começou o estadual como titular e perdeu espaço).
Isso explica muita coisa.


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