
O secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, confirmou nesta quinta-feira (11) que Santa Catarina está no epicentro da nova cepa brasileira do coronavírus, já com indicativos de que outras podem ser identificadas em breve. A informação veio durante entrevista concedida ao comunicador Alexandre José, no programa Microfone Aberto, na Massa FM Blumenau, na manhã de hoje. Clique aqui para assistir.
“Nós estamos no pior momento de enfrentamento (da pandemia), no Sul do Brasil, onde está o epicentro da cepa brasileira e já com algum indicativo que temos outras cepas aqui. E por que isso é importante? Porque essa cepa é mais violenta, tem dez vezes mais capacidade de receptivadade, atinge partes letais e de forma mais grave”, explicou o médico durante a entrevista.
O secretário aproveitou a oportunidade para fazer um apelo. “As pessoas precisam entender que essa é uma doença da sociedade, que são pessoas contaminando outras pessoas e que regras precisam ser cumpridas. Por isso que estamos trazendo regras um pouco diferentes para os finais de semana, trazendo algumas restrições para os locais onde se tem um indicativo que o vírus circula com mais facilidade. Um precisa cuidar do outro”.
Ribeiro fez questão de ressaltar que todas as decisões são tomadas em um modelo de compartilhamento de gestão com os municípios catarinenses. Ele também comentou sobre o fato do Ministério Público ter ajuizado uma ação para prorrogar o fechamento de atividades não essenciais por 14 dias seguidos. “Eu recebo com naturalidade, com tranquilidade, faz parte do regime democrático. Cada um tem o seu entendimento”.
“O que nos causa um pouco de preocupação é que esses órgãos podem nos ajudar a apontar soluções, não só exigir do Executivo ações restritivas. Quando a gente toma as atitudes, traz as restrições em parceria com os municípios, nós estudamos profundamente essas medidas. A gente tem que ter um entendimento global do que significa o fechamento de todas as atividades, inclusive do ponto de vista sanitário. Porque quando a economia é impactada, as pessoas adoecem, as pessoas morrem por outros motivos. Mas faz parte do processo. Nós iremos discutir isso com tranquilidade”, concluiu.
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