
O Sindicato dos Trabalhadores na Educação Pública Estadual de Santa Catarina (Sinte) anunciou nesta segunda-feira (8) que os trabalhadores da rede estadual de ensino decidiram pela paralisação das aulas presenciais e seguirão as aulas de forma online. A decisão foi tomada em assembleia geral e partiu depois dos crescentes casos positivos de Covid-19 na comunidade escolar da rede pública estadual.
Segundo o sindicato, as escolas estaduais não possuem estrutura para garantir as definições dos Planos de Contingências (Plancon), e que denúncias de falta de segurança sanitária estão sendo realizadas em todo o estado. "As aulas estão sendo suspensas com casos suspeitos entre estudantes e profissionais, bem como casos confirmados e profissionais até hospitalizados", destacou.
"A mobilização cobra que o governo do estado zele pela vida da população e interrompa imediatamente as aulas presenciais, além de garantir a vacinação de todos os trabalhadores da educação, bem como a continuidade da vacinação da população idosa e do grupo de risco", finalizou o sindicato.
Conforme o comunicado, as aulas online na rede estadual de ensino começam nesta terça-feira (93) com aplicativos alternativos, "até que Moisés libere os aplicativos oficiais do governo do estado".
O Portal Alexandre José tentou contato com a sede do Sinte em Blumenau para verificar se os profissionais que atuam na cidade irão aderir ao movimento, mas não obteve retorno até o momento da publicação desta reportagem.
Em nota veiculada na manhã desta terça, o a Secretaria de Estado da Educação (SED) afirmou que considera a "greve sanitária" ilegal por inúmeros motivos e que as aulas presenciais estão mantidas na rede estadual de ensino.
"A greve só é considerada legítima quando temporária, mas o sindicato não estabelece uma data e exige a vacinação de todos os membros da categoria profissional, algo que não é possível antever porque ainda não há imunizantes disponíveis para compra imediata no país. Além de descumprir os requisitos legais, a greve sanitária desconsidera toda a análise técnica que baseou o retorno das atividades presenciais – após mais de um ano de paralisação", destacou.
A Secretaria disse ainda que que "a deflagração da greve não representa a vontade da maioria dos trabalhadores de educação da rede estadual", e reforça que irá manter as aulas nos três modelos, adotados de forma democrática para contemplar todos os alunos, "preservando as pessoas do grupo de risco, e para manter o interesse público previsto na legislação. Caso necessário, a SED está se mobilizando para acionar a Justiça e adotar as medidas cabíveis".
Mín. 18° Máx. 28°