
No confronto contra o Figueirense, disputado na tarde desta quinta-feira (25), o Metropolitano jogou em "casa", no Estádio da Ressacada.
Reza a lenda que toda a equipe que atua como mandante tem a obrigação de vencer.
A gente se acostumou com essa tese porque o apoio da torcida e a intimidade com o gramado (quando se treinava no mesmo campo) favoreciam.
Isso já tinha mudado antes da pandemia, imagina agora sem público.
De todo modo, diante de todas as circunstâncias, principalmente pelo pouco tempo de preparação, o empate em 0 x 0 foi um bom resultado.
Houve entrega.
E isso é um bom indicativo.

Claro que o reformulado e imprevisível adversário (assim como o time blumenauense) contribuiu para que as deficiências não ficassem escancaradas nesse primeiro teste oficial.
Só que o duelo foi diante do Figueirense, um clube que apesar de esfacelado e com autoestima no tornozelo após o rebaixamento para a Série C do Brasileiro, continua ainda com mais estrutura e dinheiro para contratar e oferecer melhores condições de trabalho.
Por isso, a atuação precisa ser valorizada.
Na base da vontade e da consciência tática armada por Dyego Coelho, o Metropolitano foi melhor no primeiro tempo.
Teve chances inclusive de abrir o placar.
Pode se dizer que o treinador fez "mágica" nesse curto tempo de preparação - o grupo começou a se reunir dia 8.
Na etapa final, como já era esperado, o elenco cansou, Coelho teve de mudar bastante, o Figueira equilibrou as ações e também ficou próximo do gol.
Começaram o jogo na capital seis remanescentes da segundona (Martin Becker, Arthur Minotta, Brendo, Roberto, Vinicius Demmer E Yuri) e cinco reforços (Felipe, Berg, Thiago, Jonatha e Ebere).

Claro que o torcedor não pode se empolgar, mas também não dá para cravar que a participação será um desastre.
Tudo ainda é muito cedo, relativo e preocupante quanto à sequência do estadual.
A expectativa é que a comissão técnica ganhe mais opções e molde (durante as partidas) um time mais cascudo.
Só o tempo (as rodadas) vai provar se a briga será de fato para se manter na primeira divisão (o discurso é esse), ficar entre os oito melhores que avançam para a próxima fase (um prêmio) ou lutar para não ser rebaixado (como se desenhava até então).
O jogo contra o Brusque marcado para domingo (28) às 19h no Augusto Bauer não pode servir como um veredicto definitivo, contudo vai ser essencial para se ter uma base do tamanho da inspiração ou da transpiração que esse Metropolitano versão 2021 irá produzir.

Mín. 18° Máx. 28°