
A taxa de ocupação dos leitos de UTI Covid-19 em Blumenau foi tópico de diversos questionamentos durante esta quarta-feira (24). Afinal, a cidade ainda conta com leitos disponíveis ou está às vésperas de vivenciar um colapso como o registrado em Chapecó na última semana?
Visando sanar as dúvidas e garantir a transparência dos dados, a Prefeitura de Blumenau esclareceu, em live veiculada nas redes sociais durante a noite desta quarta-feira, como realiza o cálculo de ocupação dos respectivos leitos.
De acordo com o secretário de Saúde, Winnetou Krambeck, Blumenau conta com 94 leitos de UTI para o tratamento de pacientes diagnosticados ou sob suspeita de Covid-19. Segundo ele, a taxa de ocupação divulgada tem como base todos os leitos existentes.
A realidade, porém, é diferente, já que nem todos os 94 leitos estão em funcionamento. Segundo ele, a capacidade atual do município se resume a 66 leitos utilizáveis e outros 28 a espera de ativação. Com isso, a taxa de ocupação dos leitos de UTI sofre um aumento considerável.

A confusão levou a Prefeitura a mudar o sistema de cálculo e divulgação dos dados. A partir de agora, o município divulgará o percentual de ocupação de acordo com os leitos ativos. Por exemplo, segundo o boletim divulgado nesta quarta-feira, 51 leitos estão ocupados na cidade - o que representa 77,2% dos 66 leitos ativos. Caso a Prefeitura realizasse o cálculo com base nos 94 leitos, a mesma taxa seria de 54,2%.
O secretário lembrou ainda as dificuldades existentes na ativação destes 28 leitos "sobrando". Segundo ele, é preciso muito mais do que uma cama e respirador para que o leito esteja apto para receber um paciente. O fator primordial segue sendo o recurso humano: médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, entre outros profissionais da Saúde.
"Temos encontrado muita dificuldade em contratar profissionais da Saúde", disse Krambeck. "Esse é um problema enfrentando em todo o país. Nesta semana mesmo, 10 médicos da rede municipal pediram demissão aqui em Blumenau. Estamos fazendo chamadas públicas, mas ainda encontramos dificuldades".
Além disso, Blumenau também segue recebendo pacientes de outras cidades de Santa Catarina. Conforme o secretário, não cabe ao município aceitar ou não a vinda destes pacientes, uma vez que os leitos são administrados pelo Sistema Único de Saúde.
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