
Uma investigação conduzida pelo Ministério Público de Indaial, com apoio da Polícia Militar, identificou um grupo suspeito de atuar de forma organizada em furtos contra instituições financeiras em Santa Catarina e outros estados.
O caso veio à tona após o furto de uma agência de cooperativa de crédito em Indaial, ocorrido em fevereiro deste ano. Segundo as investigações, a ação não teria sido improvisada: os suspeitos passaram semanas observando a agência e avaliando formas de acesso ao local antes de executar o crime.
As imagens e informações reunidas durante a investigação ajudaram a polícia a reconstruir a atuação do grupo. Os envolvidos teriam realizado visitas anteriores à agência, inclusive utilizando roupas que pudessem facilitar a entrada sem levantar suspeitas.
Durante a apuração, também foram realizadas buscas em endereços ligados aos investigados. Segundo as autoridades, foram encontrados equipamentos e objetos que teriam relação com os crimes investigados, além de vestimentas utilizadas durante os levantamentos realizados antes das ações.
A investigação aponta que o grupo teria tentado repetir o mesmo tipo de ação em outras cidades. Entre os locais relacionados à apuração estão Guaramirim, em Santa Catarina, e Viamão, no Rio Grande do Sul, além de outros municípios que teriam sido alvo de planejamento.
A suspeita é de que a organização possuía divisão de tarefas e escolhia previamente os locais onde pretendia atuar.
Na manhã desta sexta-feira (14), um dos investigados foi preso em Joinville durante o cumprimento de um mandado expedido pela Justiça. A ação contou com policiais do 32º Batalhão de Polícia Militar e apoio do 1º Batalhão de Pronta Resposta.
Outros dois investigados também tiveram mandados de prisão expedidos, mas ainda não foram localizados e são considerados foragidos.
As investigações continuam para esclarecer a participação de outras pessoas no grupo e verificar a relação dos suspeitos com os demais crimes.
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O comandante do 32º BPM, tenente-coronel Mário Elias, destacou que o trabalho de investigação e prevenção busca reduzir os riscos de novos ataques e reforçou a importância de instituições financeiras e estabelecimentos comerciais adotarem medidas de segurança.



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