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Sorte lançada e tabuleiro sucessório completo para outubro

Já é possível fazer uma apreciação completa do tabuleiro.

06/08/2026 às 13h39
Por: Redação
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Expirou nesta quarta-feira, 5 de agosto, o prazo fatal das convenções homologatórias para definição das chapas majoritária e proporcional. A Justiça Eleitoral tem até o dia 15 para apreciar e deliberar sobre os registros. Partidos, coligações e federações ainda têm tempo para eventuais ajustes nas nominatas. Mas a sorte está lançada. E já é possível fazer uma apreciação completa do tabuleiro, especialmente em relação aos principais candidatos ao governo do estado.

Candidaturas menores no campo

Além dos três principais, teremos do lado da esquerda a Unidade Popular e o PSTU. Do lado da direita, Marcelo Brigadeiro, do Missão, e Ralf Zimmer, do PRD com o Solidariedade. Com exceção de Ralf, candidaturas que não terão tempo de televisão próprio nem direito a participação nos debates, mas que compõem o cenário.

Três candidaturas principais, três dinâmicas diferentes

A eleição vai girar em torno de Jorginho Mello, que lidera uma coligação de nove partidos encabeçada pelo PL. João Rodrigues, do PSD, conta com o MDB e a Federação União Progressista, traduzida no PP e na União Brasil. E Gelson Merísio, pelo PSB, tem o concurso do PSOL, PDT, PV, PCdoB e outros. Três candidaturas, três coligações, três lógicas distintas de campanha.

Palanques presidenciais definidos

Do lado da esquerda, Merísio oferece palanque exclusivo a Lula da Silva. Do lado de Jorginho Mello, o presidenciável é Flávio Bolsonaro. Já João Rodrigues tem Ronaldo Caiado. O MDB e a Federação União Progressista assumiram neutralidade, mas com variações: MDBistas podem oscilar entre Caiado e Flávio Bolsonaro, com pouquíssimos trabalhando para Lula. O União Progressista oscila entre Caiado e Flávio. Esperidião Amin já deixou claro que está com o senador carioca.

Adriano recolheu o trem de pouso

Na coligação de Jorginho Mello, com o Novo na figura de Adriano Silva como vice, haveria espaço para mais uma candidatura presidencial, além de Flávio: Romeu Zema, que confirmou o senador cearense Eduardo Girão como vice. Mas diante dos ataques reiterados de Zema a Flávio Bolsonaro, Adriano Silva recolheu o trem de pouso. Não vai oferecer palanque para Zema em Santa Catarina e não está descartada a possibilidade de declarar voto em Flávio Bolsonaro. Outros setores do Novo talvez ofereçam palanque a Zema, mas essa corrente é minoritária.

Adriano é a principal liderança do Novo

A corrente alinhada a Adriano Silva é a dominante no Novo catarinense. Ele e sua sucessora Rejane Gambin(prefeita de Joinville) são as referências do partido no estado. E com Jorginho Mello favorito como candidato à reeleição e nome natural ao Senado em 2030, a militância e as principais lideranças do Novo sabem que Adriano tem tudo para virar governador logo ali à frente. Zema, nesse contexto, ficou sem base sólida no estado.

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Prisco Paraíso
Sobre o blog/coluna
Com mais de quatro décadas de experiência no jornalismo político, Prisco já passou pelos principais veículos de comunicação de Santa Catarina. Atuou como repórter, colunista e comentarista em rádio, TV e jornais. Hoje, assina sua coluna também no AJ Notícias com análises precisas e bastidores da política catarinense.
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