
A mulher de 37 anos que teria vivido por cerca de 14 meses com uma família de Joinville utilizando uma identidade falsa continuará presa. A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva após pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
Ela é investigada pelos crimes de estelionato e falsa identidade. Segundo as investigações, a suspeita teria se passado por uma adolescente chamada “Gabriele”, alegando ter inicialmente 11 anos e depois 12 anos de idade, além de afirmar ser autista e vítima de abusos.
De acordo com o Ministério Público, a mulher passou a viver na residência da família em fevereiro de 2025 e, durante o período, teve acesso a moradia, alimentação, roupas, medicamentos e outros benefícios custeados pelos moradores.
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Conforme o inquérito policial, a investigada adotava comportamentos infantilizados para sustentar a falsa identidade, incluindo o uso de mamadeira e chupeta.
A suspeita permaneceu na casa da família até maio de 2026, quando parentes das vítimas identificaram semelhanças entre a história apresentada por ela e reportagens sobre golpes semelhantes registrados em outros estados.
A partir das suspeitas, o caso foi levado às autoridades e passou a ser investigado pela Polícia Civil.
Segundo o inquérito, a mulher teria histórico de atuação em diferentes regiões do país, incluindo Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.
De acordo com a Polícia Civil, o método utilizado consistia em se aproximar de famílias e instituições religiosas por meio de histórias de vulnerabilidade, conquistando a confiança das vítimas para obter vantagens materiais.
Ao solicitar a prisão preventiva, o Ministério Público argumentou que a medida é necessária para garantir a ordem pública e evitar a possibilidade de novos crimes.
O órgão também destacou que a suspeita não possui residência fixa e mantém uma rotina itinerante, fatores que poderiam dificultar o andamento das investigações e a aplicação da lei.
Além da prisão preventiva, o MPSC requereu a quebra do sigilo dos dados do celular apreendido com a investigada. A medida busca analisar mensagens, registros telefônicos e conteúdos de aplicativos para verificar a extensão das possíveis fraudes e identificar eventuais novas vítimas.
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