
O primeiro réu julgado pelo assassinato de Ana Beatriz Schelter, de 12 anos, foi condenado a 58 anos e nove meses de prisão na madrugada desta quarta-feira (13), após um julgamento que durou quase 24 horas no Tribunal do Júri da Capital, em Florianópolis. O homem, de 58 anos, foi considerado culpado pelos crimes de estupro de vulnerável, homicídio qualificado e fraude processual.
O crime
Ana Beatriz saiu de casa por volta das 13h do dia 2 de março de 2016, em Rio do Sul, no Vale do Itajaí, para ir a pé até o Colégio Estadual Henrique da Silva Fontes, onde cursava o sétimo ano. Ela nunca chegou à escola. O corpo foi encontrado na manhã seguinte dentro de um contêiner às margens da BR-470.
A perícia descartou a hipótese inicial de suicídio e confirmou que a adolescente foi vítima de violência sexual e morta por asfixia. A cena havia sido forjada para parecer enforcamento.
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As investigações
As apurações, conduzidas pelo GAECO de Blumenau no âmbito da Operação Fênix, revelaram que o réu era conhecido da família, monitorava a rotina da vítima e planejou o crime. Segundo o Ministério Público, ele e outro denunciado ofereceram carona à adolescente durante seu trajeto até a escola e, com ela no veículo, cometeram os crimes.
O réu foi condenado por estupro, homicídio qualificado por feminicídio, com a vítima sendo menor de 14 anos, e por falsificar a cena do crime. Ele não terá direito de recorrer em liberdade e está preso no Presídio Regional de Rio do Sul.
Os outros dois réus serão julgados no dia 25 de junho de 2026, também no Tribunal do Júri da Capital.
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